Invasão da costa brasileira pelo peixe-leão preocupa ambientalistasEddyduende / PxHere Mais de 36 mil peixes-leão foram retirados do mar durante uma operação que mobilizou centenas de mergulhadores na Flórida, nos Estados Unidos.Ao todo, 533 participantes capturaram 36.187 exemplares em 1.468 mergulhos.
O resultado foi registrado na edição de 2026 do Lionfish Challenge, competição organizada pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida.O número de animais retirados superou em mais de 5 mil o resultado da edição anterior.No Brasil, o animal já foi registrado no litoral de Fernando de Noronha e em diferentes pontos do mar da Bahia.Por que o peixe-leão preocupa?Nativo da região do Indo-Pacífico, o peixe-leão se espalhou pelo oceano Atlântico e passou a ameaçar ecossistemas marinhos.
O animal se alimenta de peixes menores, incluindo espécies nativas, e pode reduzir populações locais quando se estabelece em determinada região.Outro fator que dificulta o controle é sua capacidade de reprodução. As fêmeas podem liberar dezenas de milhares de ovos em intervalos curtos, favorecendo o crescimento acelerado da população.O peixe também possui espinhos venenosos.
O contato pode provocar dor intensa e outros sintomas, por isso a captura e o manuseio exigem equipamentos e cuidados específicos.Competição premia quem captura mais exemplaresO Lionfish Challenge reúne mergulhadores recreativos e comerciais em uma disputa para retirar o maior número possível de animais.
Na edição de 2026, Hunter Ledbetter, do condado de Monroe, capturou 1.541 peixes e recebeu o título de “Rei do Peixe-Leão”.Na categoria feminina, Helen Rodney, do condado de Broward, ficou em primeiro lugar, com 1.488 exemplares.Além de reduzir a presença da espécie invasora, a iniciativa incentiva o consumo da carne do peixe-leão.
Apesar dos espinhos venenosos, a carne pode ser consumida quando o animal é manipulado e preparado corretamente.Como o peixe-leão chegou ao Atlântico?Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão foi introduzido em águas do Atlântico e se espalhou pelo Caribe e pelo Golfo do México. O primeiro registro da espécie na Flórida ocorreu em 1985.Sem predadores naturais em quantidade suficiente para controlar sua população nas áreas invadidas, o animal encontrou condições favoráveis para se reproduzir e ocupar novos ambientes.
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