Mais da metade de Guarulhos fica sem água após vazamento em adutora da Sabesp
Um vazamento em uma adutora deixou 71 bairros de Guarulhos, mais da metade da cidade na Grande São Paulo, com o abastecimento de água prejudicado. O problema começou na quinta-feira (28) e persiste.
Em nota, a Sabesp informou que o rompimento ocorreu durante uma obra de ampliação do sistema de tratamento de esgoto, quando houve um deslocamento de solo que danificou a tubulação.
A Sabesp também afirmou que equipes técnicas atuam desde o início da ocorrência e trabalham de forma ininterrupta para concluir o reparo. A previsão é a de que os serviços sejam finalizados ainda nesta sexta-feira (29), com retomada gradual do fornecimento de água ao longo da manhã.
Marcos Antony é manobrista no bairro do Jardim Imperador e relatou o momento em que percebeu a falta d'água.
"Eu lembro que foi de noite, deu tempo ainda da gente jantar, consegui lavar a louça. Aí quando eu fui escovar os dentes pra dormir, estava sem água. Eu falei, vixi, mano. Foi algum problema, sei lá, porque nunca ficou sem, tá ligado. Eu mesmo, particularmente, estou tomando banho lá na casa do meu pai. Ele mora lá no Moreira. E é isso, fazer comida, não estou conseguindo, estou tendo que comer fora. E está sendo assim. Acredito, tomara que hoje volte, né? Porque está difícil."
A falta de distribuição também afeta o sistema escolar. Cristina Oliveira é diarista na Vila Galvão e relatou que o filho pequeno teve problemas na creche ontem e ficou em casa hoje.
"Quando eu fui buscar o meu filho na escola, ele estuda numa creche conveniada da prefeitura, e as professoras estavam nos pedindo desculpa porque as crianças estavam sujas por conta das atividades normais. Inclusive o meu filho veio sujo de tinta guache da escola, o rosto, mão, porque realmente elas não tinham água nem para dar para as crianças tomarem. E aí falaram que possivelmente não teriam aula no dia seguinte, mas iriam nos informando e hoje, por volta de umas 8h30, falaram que a água voltou parcialmente. Quem pudesse não mandar a criança para a escola, que preferencialmente deixasse em casa."
Para reduzir os impactos, a empresa disponibilizou 30 caminhões-pipa para atendimento emergencial, com prioridade para unidades de saúde, escolas e serviços essenciais.
A companhia orienta os moradores a utilizar com consciência a água armazenada nos imóveis até a completa normalização do sistema. Em nota, a Sabesp lamentou os transtornos.
