Maior porta-aviões do mundo retorna para Estados Unidos após uso na guerra do Irã e contra Venezuela

 

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O porta-aviões americano Gerald R. Ford, o maior do mundo, deixou as proximidades do Oriente Médio. Com isso, se reduz em grande parte a capacidade militar dos EUA na guerra no Irã, em meio a expectativa de acordo.

O porta-aviões está em mar desde o início do ano, já que foi utilizado na operação dos Estados Unidos na Venezuela que capturou Nicolás Maduro e, posteriormente, enviado ao Irã.

O navio mais avançado da Marinha dos EUA esteve no mar por mais de dez meses, o período mais longo de um porta-aviões americano em operação desde o fim da Guerra Fria, mas nos últimos meses enfrentou diversos problemas, desde um incêndio na lavanderia até problemas de encanamento que afetaram seriamente todo o sistema de banheiros.

A expectativa é que o Gerald Ford retorne ao seu porto de origem em Norfolk, Virgínia, de acordo com reportagens do Wall Street Journal e do Washington Post.

Cerca de vinte navios de guerra dos EUA, incluindo os porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS George Bush, permanecem posicionados perto do Oriente Médio, aguardando desdobramentos nas negociações entre os EUA e o Irã para um acordo de paz.

Irã afirma que passagem pelo Estreito de Ormuz está liberada após fim da operação dos EUA

Embarcação no Estreito de Ormuz.

PUNIT PARANJPE /AFP

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou em um comunicado nesta quarta-feira (6) que a passagem segura e estável pelo Estreito de Ormuz seria garantida após o que descreveu como a neutralização das 'ameaças de agressores' e a introdução de novos protocolos marítimos.

'Com as ameaças do agressor neutralizadas e os novos protocolos em vigor, a passagem segura e estável pelo Estreito de Ormuz será garantida', diz o texto.

A Guarda Revolucionária também agradeceu aos capitães e proprietários de navios que operam no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas do Estreito de Ormuz.

A notícia surge após o presidente Donald Trump anunciou a suspensão temporária da operação militar para destravar o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz.

O republicano tentou justificar o recuo, dizendo que um plano de paz definitivo com os representantes do Irã está próximo

Trump afirmou que a pausa é um 'gesto de boa vontade' para verificar se um acordo final com o Irã, mediado pelo Paquistão, pode ser assinado.

Nas redes sociais, o presidente americano declarou que houve 'grande progresso' nas conversas.

Antes de anunciar a trégua na escolta, Trump demonstrou otimismo sobre um possível acordo para o fim da guerra, mas acusou o Irã de fazer jogo duplo.

Com o fechamento do Estreito de Ormuz, os estoques globais de petróleo despencaram a um nível sem precedentes e são os mais baixos em 8 anos.

Abril registrou a maior queda já documentada para um único mês. Segundo uma agência internacional de inteligência de mercado, houve uma redução de 200 milhões de barris – o equivalente a mais de 6 milhões de barris por dia.

Até o início da guerra, 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passavam pelo Estreito de Ormuz.

Com a perspectiva de que o acordo de paz poderá ser assinado, o preço do petróleo hoje teve um leve recuo e está na casa dos 108 dólares o barril do tipo Brent, referência internacional.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca.

Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP