Mídia do Irã retrata suspensão de operação militar de Trump como derrota dos EUA: 'fracasso'

 

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Agências de notícias e jornais iranianos repercutiram nesta quarta-feira a suspensão anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, do "Projeto Liberdade" — uma iniciativa apresentada cerca de 48 horas antes pelo republicano com objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz a navios mercantes — como um fracasso das pretensões americanas. Muitas das publicações retrataram que a disputa pelo controle da rota naval representa uma derrota estratégica para Washington, e diretamente para Trump.

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A capa do jornal Kayhan, publicação conservadora influente nacionalmente, estampou uma montagem de Trump levando as mãos à cabeça, parecendo preocupado, a frente de uma representação de Ormuz sob o olhar de militares iranianos. A manchete do jornal afirma: "A montanha de erros de Trump aumentou! O Estreito de Hormuz tornou-se mais tenso".

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A agência de notícias Mehr noticiou: "Trump recua novamente ao suspender as operações no Estreito de Ormuz". O texto apontou que a decisão do presidente foi anunciada após "firmes advertências do Irã a Washington" e "o fracasso dos Estados Unidos em alcançar os objetivos do projeto diante da forte oposição de Teerã" — anunciada no domingo, a iniciativa teve início na segunda e foi capaz de liberar a passagem de dois navios americanos. O tráfego anterior ao início da guerra era de aproximadamente 130 navios por dia.

Outras publicações seguiram o mesmo tom da cobertura. A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, retratou a decisão como um "recuo" de Trump para "encobrir o fracasso" da operação. A Irna chamou a decisão de "derrota americana" e afirmou que o republicano usou sua "última carta".

Jornais impressos também publicaram sobre a situação em Ormuz e a presença americana na região. O Farhikhtegan escreveu que "o trumpismo vai significar a ruína da América", enquanto o jornal reformista Shargh enquadrou a crise geopolítica atual como um desdobramento da disputa entre China e EUA. (Com AFP)