Magnata morto em acidente aéreo disse que 'a vida estava indo muito bem' dias antes da tragédia na Flórida

Magnata morto em acidente aéreo disse que 'a vida estava indo muito bem' dias antes da tragédia na Flórida - Foto
Fonte da notícia: Extra Extra

Um magnata do setor de tecnologia que estava a bordo do jato que caiu na Flórida (EUA), no domingo (1/11), comentou que a "vida estava indo muito bem" poucos dias antes de morrer, quando viajava para as Bahamas para comemorar seu aniversário com a esposa e os dois filhos do casal.

Adam Robinson, de 45 anos, morreu juntamente com Helen Sharp, de 40 anos, e de seus dois filhos: Emma, ​​de 4 anos, e Charlie, de 2. Um de seus amigos, Jesse Ouellette, relatou ao site "TMZ" que o empresário vinha comentando como os negócios iam bem e que sua família estava aproveitando a vida nas montanhas de Aspen (Colorado, EUA).

Fontes próximas à família informaram ao veículo que eles estavam a caminho das Bahamas para o aniversário de Adam e planejavam passar uma semana no local. "Sua perda será profundamente sentida pelos fundadores de empresas de software que o conheciam como amigo e colega.

Ele desafiava a forma como as coisas eram feitas e estava muito à frente de seu tempo. É de partir o coração tê-lo perdido tão cedo", declarou Jesse.

Áudio registra desespero de piloto antes de queda de avião que matou 9 na Flórida A aeronave havia decolado de Austin (Texas, EUA) com destino às Bahamas, quando caiu a poucos quilômetros de Mar-a-Lago (Flórida).

O Learjet 60, avaliado em US$ 2 milhões (cerca de R$ 11 milhões), era pilotado por Jeffrey Gregory, de 55 anos, natural de Gilbertsville (Pensilvânia) e descrito como um homem muito religioso. Um áudio angustiante revelou o piloto recitando a oração do "Pai Nosso" enquanto o jato mergulhava em direção ao solo.

Jeff Gregory era o piloto de um Learjet 60 que caiu na Flórida Reprodução

Nathalia Gadelha Filgueiras Reprodução

A copilota era a brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, que tinha 20 anos. Dez minutos antes da tragédia, ela mandou mensagem de texto ao namorado relatando: "Estou enfrentando turbulência, estou enfrentando gelo".

Rachael Reed e Charmi Fehr, amigos de Adam e Helen, também morreram na queda de Learjet na Flórida Reprodução

Anita Maria Cetina morreu na queda de Learjet na Flórida Reprodução

Também morreram na tragédia dois amigos do casal Adam e Helen, Rachael Reed e Charmi Fehr, e uma babá, identificada como Anita Maria Cetina. 'Tempestade perigosa'

Autoridades aeronáuticas estão investigando a causa da tragédia, mas o especialista em aviação Justin Crabbe observou ao "NY Post" que os pilotos do jato optaram por voar em meio a uma tempestade perigosa — e, na sequência, tentaram uma manobra de escape arriscada que pode ter selado o destino deles.

"Eles certamente deveriam ter contornado [a tempestade]", declarou Crabbe, piloto veterano e CEO da Jettly — uma plataforma de reserva de voos fretados que incluía no seu catálogo o Learjet 60 que realizou o voo fatal no domingo. "O controle de tráfego aéreo deu a eles a flexibilidade de desviar daquelas condições meteorológicas", completou ele.

O especialista afirmou não saber por que os pilotos não fizeram isso, mas suspeita que eles estivessem apenas ansiosos para chegar ao seu destino, as Bahamas. "É uma teoria chamada 'get-there-itis' [pressa excessiva para chegar ao destino], e as escolas de aviação ensinam isso logo no início.

É um fator de risco. Como piloto, você precisa parar, refletir e entender o que o está levando a realizar esta viagem, esta manobra ou este percurso, de uma maneira que possa comprometer a segurança do voo", explicou Crabbe.

Publicação Original Extra extra.globo.com
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