A morte de MC Kevin voltou a provocar uma discussão nas redes sociais, desta vez depois de uma declaração da delegada Maria Corsato envolvendo o cantor e Deolane Bezerra. A fala fez Valquíria Nascimento, mãe do funkeiro, se manifestar e cobrar respeito à memória do filho. Em um vídeo que circula nas redes, Corsato afirmou, em tom de deboche, que Kevin teria preferido “encontrar o diabo” a encontrar Deolane. A declaração foi interpretada por Valquíria como uma ultrapassagem dos limites do debate.
Cantor: MC Guimê anuncia transição do funk para o gospel: ‘Sonho grandioso de cantar somente para Deus’ Funkeira: MC Pipokinha é condenada após show com cenas sexuais diante de adolescentes; relembre outras polêmicas dela “Meu filho não está mais aqui para responder. Mas eu estou aqui como mãe para exigir respeito à memória dele”, escreveu Valquíria, conhecida como Val Negra nas redes sociais. O cantor morreu aos 23 anos, em 16 de maio de 2021, após cair da varanda do quinto andar de um hotel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A mãe do cantor classificou a fala como preconceituosa e afirmou que diferenças políticas, pessoais ou ideológicas não justificam ataques à história de alguém ou à dor de sua família. “Preconceito não é opinião. É violência, e nenhuma diferença política, pessoal ou ideológica dá a alguém o direito de desrespeitar a história, a família ou a memória de outra pessoa”, afirmou.
Valquíria também questionou os limites da liberdade de expressão quando, segundo ela, uma declaração passa a atingir a dignidade de quem morreu e de seus familiares. “Podemos discordar, debater e até pensar completamente diferente. Mas existe um limite que não deveria ser ultrapassado: o respeito pela vida e pela dor do outro”, escreveu. Influenciadora: Mãe de 3, Vivi Noronha revela desejo de ter mais filhos: 'Fecho a fabriquinha com 4 bebês' Presa: Deolane vira ré por lavagem de dinheiro e irmã da influenciadora critica investigação: 'Seletividade' Delegada responde Após a repercussão, Maria Corsato respondeu à mãe de Kevin. A delegada afirmou que não pretendia discutir com Valquíria e disse que gostaria de abraçá-la, comparando a dor da mãe do cantor à experiência que viveu ao acompanhar o sofrimento de sua própria mãe após a perda de um filho. “Dona Val, não quero discutir com a senhora. Quero abraçá-la. A dor de perder um filho é uma dor que nenhuma mãe deveria suportar”, afirmou.
Corsato negou que sua fala tivesse como objetivo desrespeitar a memória do cantor. Segundo ela, o comentário estava relacionado a uma reflexão sobre violência psicológica e sobre como a pressão emocional pode levar pessoas a tomar decisões extremas. “Eu falava de violência psicológica, como a pressão emocional leva as pessoas a decisões extremas e que muitas vezes ceifam a própria vida”, explicou. A delegada também disse ter acumulado, ao longo de mais de 30 anos de trabalho como policial, experiências com vítimas de violência psicológica e afirmou que homens e mulheres podem passar por esse tipo de situação sem pedir ajuda. “Kevin gritava por ajuda há muito tempo. Ele pedia isso nas lives que ele fazia”, declarou. Ao final da resposta, Maria Corsato propôs que a situação fosse transformada em uma oportunidade para discutir o sofrimento de outras famílias, em vez de alimentar uma disputa nas redes sociais. “Vamos transformar essa dor em ajuda e não brigar na internet”, disse. A tentativa de contextualização, porém, não encerrou a discussão. Em resposta a um comentário de uma seguidora que dizia que Corsato teria apenas se referido ao sofrimento psicológico vivido por Kevin, Valquíria voltou a defender que a fala ultrapassou qualquer explicação técnica. “Nenhuma teoria ou justificativa dá o direito de alguém dizer que meu filho ‘preferiu encontrar o diabo’. Isso não é análise técnica, é falta de empatia e de respeito com a memória dele e com a nossa dor. Respeito e empatia com a dor de uma mãe são o mínimo!”, respondeu. O que aconteceu com MC Kevin? Segundo a investigação realizada na época, Kevin tentou passar da varanda do quinto andar para a varanda do andar inferior, mas perdeu o apoio e caiu. O Ministério Público do Rio de Janeiro arquivou o inquérito por ausência de provas de crime, e a Justiça posteriormente manteve o arquivamento. O caso, no entanto, nunca deixou de ser alvo de questionamentos por parte da família. Em 2026, Valquíria voltou a falar publicamente sobre a intenção de buscar a reabertura das investigações, afirmando que novas informações haviam despertado dúvidas sobre o que aconteceu no dia da morte do filho. Na ocasião, ela afirmou estar disposta a contratar uma perícia independente e um detetive particular para buscar novos elementos. A movimentação também recebeu apoio de artistas próximos ao funkeiro.
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