O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve reunido no Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira com o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, o senador Camilo Santana (PT-CE), e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Lula reservou a quinta e a sexta-feira para se preparar para o embate.
A estratégia da campanha é orientar o presidente a evitar provocações do adversário e aproveitar o espaço para apresentar um balanço de sua gestão e detalhar propostas para um eventual quarto mandato. A preparação é coordenada por Sidônio, um dos principais estrategistas da campanha, e conta com a participação de aliados próximos ao presidente.
Além de Camilo Santana, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, também tem auxiliado na estratégia. O objetivo é que Lula adote uma postura mais tranquila durante o confronto, sem deixar que eventuais ataques de Flávio desviem o foco da apresentação de propostas.
Integrantes da campanha também defendem que o petista explore questionamentos sobre as relações do adversário com personagens investigados, mas há uma preocupação em evitar que o debate fique concentrado em acusações pessoais. O confronto desta sexta-feira será mediado pelo jornalista César Tralli e terá quatro blocos, sendo três dedicados a temas determinados e um de perguntas livres.
As regras também estabelecem restrições à movimentação dos candidatos pelo estúdio, diferentemente do que ocorreu no debate da Band, no último domingo. O desempenho de Lula no debate é considerado estratégico por seus aliados na reta final da disputa.
A avaliação é que o debate representa uma das últimas oportunidades de alcançar eleitores indecisos e tentar reverter votos antes da abertura das urnas, no domingo.
O Globo