O presidente reeleito Lula, do PT, quebrou o próprio recorde que havia conquistado em 2022 e se tornou o candidato mais votado na história de uma eleição no Brasil. Ao total, ele teve 64.256.232 milhões de votos contra 59.826.041 milhões de Flávio Bolsonaro, do PL, que se tornou a terceira maior votação da história.
No segundo turno em 2022, Lula teve 60.345.999 milhões de votos contra 58.206.354 milhões do então candidato Jair Bolsonaro e tinha estabelecido o recorde até então. O petista ainda aparece na lista em outras duas ocasiões: nas suas eleições em 2002 e 2006.
Jair também aparece na vitória em 2018. Além deles, as duas eleições de Dilma (em 2010 e 2014) e a derrota de Aécio em 2014 também aparecem no top10.
Veja o ranking dos 10 mais votados da história das eleições brasileiras: Lula (2026) - 64,2 milhões
Lula (2022) - 60,3 milhões Flávio Bolsonaro (2026) - 59,8 milhões
Lula (2006) - 58,29 milhões Jair Bolsonaro (2022) - 58,2 milhões
Jair Bolsonaro (2018) - 57,79 milhões Dilma Rousseff (2010) - 55,7 milhões
Dilma Rousseff (2014) - 54,5 milhões Lula (2002) - 52,79 milhões
Aécio Neves (2014) - 51 milhões Lula diz que vai governar para todos e promete diálogo com Congresso após reeleição
Lula e Janja comemoram reeleição na presidência da República. Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom de conciliação em parte do primeiro discurso após a confirmação da reeleição, neste domingo (25). Lula afirmou que pretende governar para todos os brasileiros, independentemente das diferenças políticas, e prometeu respeitar a composição do Congresso Nacional, mesmo diante de um Legislativo mais conservador.
"Na medida que a gente ganha as eleições, a gente não tem mais adversário. Eu tenho que governar para 215 milhões.
Tenho que governar para todas as cidades", afirmou. Lula também ressaltou que o resultado das urnas deve ser respeitado tanto na escolha do presidente quanto na formação do Legislativo.
Ele reconheceu que poderá enfrentar dificuldades no próximo mandato, mas garantiu que pretende trabalhar com os parlamentares eleitos. "Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos.
E ele foi eleito para governar com base no respeito da Constituição, na relação com o Congresso", declarou. Ao comentar o perfil mais conservador do Legislativo, Lula acrescentou: "Eu não escolhi o Congresso.
Foi o povo que escolheu". O presidente também anunciou que pretende modificar a maneira de conduzir o governo no próximo mandato, com maior participação da população nas decisões e ampliação da comunicação direta com os brasileiros.
"Essas eleições me ensinaram muitas lições. Muitas lições.
Eu posso garantir para vocês que nós vamos mudar o jeito de governar esse país", afirmou. Lula disse que a comunicação digital terá mais espaço na próxima gestão e prometeu utilizar as redes sociais para conversar diretamente com a população, sem depender da mediação da imprensa.
Regulamentação das plataformas digitais Presidente Lula durante discurso na av.
Paulista Reprodução
Outro ponto importante do discurso foi a defesa da regulamentação das plataformas digitais. Lula acusou empresas de tecnologia de tentar influenciar o resultado das eleições e afirmou que crimes cometidos no ambiente virtual precisam receber o mesmo tratamento daqueles praticados fora da internet.
"Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual o crime na vida real", declarou. O presidente também criticou grandes empresas de tecnologia que, segundo ele, faturam bilhões sem pagar impostos no Brasil e tentam interferir no processo eleitoral.
Lula classificou a vitória como uma derrota do negacionismo e da mentira. Apesar das declarações conciliatórias, Lula fez críticas contundentes ao adversário Flávio Bolsonaro (PL), a quem associou ao milicianismo, e acusou o senador de espalhar mentiras durante a campanha.
Prioridades do novo mandato Entre as prioridades para o próximo governo, Lula destacou o fortalecimento da segurança pública, a ampliação das políticas de educação e saúde, o respeito à liberdade religiosa e a proteção de idosos e mulheres.
Também prometeu investimentos em economia digital, inteligência artificial e transição energética. O presidente encerrou o discurso prometendo fazer o melhor mandato de sua trajetória política e afirmou que pretende ampliar a participação federal no combate à criminalidade.
"Para o povo trabalhador, a gente vai dar proteção. Para o bandido, a gente vai dar prisão", disse.
O presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comemoram a reeleição durante celebração do resultado do segundo turno das eleições de 2026, na avenida Paulista em São Paulo. Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo
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