Lula pede a adversário explicação sobre ‘Bolsa-Farelo’, licença-maternidade e covid

Lula pede a adversário explicação sobre ‘Bolsa-Farelo’, licença-maternidade e covid - Foto
Fonte da notícia: PT PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou mostrar ao eleitor brasileiro posições defendidas pelo candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, em relação a direitos das mulheres, dos trabalhadores e a visão dele sobre programas sociais de inclusão e transferência de renda, como é o caso do Bolsa Família.

Durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira, 23, Lula cobrou que Flávio Bolsonaro explicasse por que chamou o Bolsa Família de “Bolsa Farelo” e por que foi o único deputado a votar contra o aumento da licença-maternidade. Segundo Lula, a postura do adversário demonstra a “falta de respeito com o povo pobre” por parte de alguém que em toda a sua carreira política demonstrou achar que “o pobre não vale nada”.

O senador nada respondeu. Ele também apagou as postagens em redes sociais que continham críticas ao Bolsa Família.

O petista repetiu a pergunta feita a Flávio Bolsonaro no debate anterior, na TV Bandeirantes: por que o extremista de direita foi o único deputado estadual fluminense a votar contra o aumento da licença maternidade e o que ele tem contra as mulheres? Flávio Bolsonaro respondeu que se arrepende do voto.

Disse que, depois de casar e ter filhas, “descobriu” a importância de se estar perto da família. Lula, então, desmascarou a mentira: “Ele teve a chance de votar para aumentar a licença-maternidade e ele não votou.

Agora que ele é candidato, […] ele vem aqui dizer ‘Ah, agora eu vou votar’. Ele não votou quando podia votar”.

Lula também pediu que Flávio explicasse o que ele pretende fazer com o Sistema Único de Saúde (SUS) caso seja eleito. Lembrou que no governo de seu pai o Sistema Único de Saúde foi vítima de boicote e desmonte, e que Bolsonaro atrasou a compra de vacinas contra a covid-19, fez piada com a morte de mais de 700 mil brasileiros e incentivou que as pessoas não se vacinassem.

Segundo o presidente, uma tragédia ainda maior só foi evitada pela dedicação dos profissionais da saúde. Citando falas da assessora econômica de Flávio, Daniela Marques, que promete um corte de R$ 250 bilhões do Orçamento, sem dizer de onde, Lula perguntou: “Você vai privatizar o SUS? É isso que vocês querem fazer?”.

Flávio, novamente, fugiu da resposta e atacou o governo, mentindo sobre os investimentos do governo Lula na saúde. Sobre educação, o presidente lembrou que foram os seus governos que promoveram a maior expansão do ensino superior na história.

“Ainda falta muita coisa a fazer, mas se pegar todos os presidentes da República e for ver quem fez mais política de inclusão social, todos juntos não fizeram o que nós fizemos em 16 anos. E disso eu tenho muito orgulho”, declarou.

Ao ser confrontado sobre o endividamento das famílias e a taxa de juros, Lula explicou que as dívidas estão diretamente ligadas ao arrocho salarial promovido pelo governo de Jair Bolsonaro e pela alta taxa de juros, imposta por um Banco Central independente e com o qual Lula precisou governar por dois anos com o indicado por Bolsonaro, Roberto Campos Neto, no comando.

E afirmou que, em seu próximo mandato, “a dívida vai baixar porque a economia vai crescer”. “Toda vez que a economia não cresce, aparece alguém falando em cortar gastos, fazer tesouraço.

[…] Quanto mais a economia crescer, mais a gente vai poder diminuir a dívida com relação ao PIB, e a gente vai gerar os empregos necessários”, defendeu o presidente.  Lula explicou como seu governo passou os três primeiros anos reconstruindo a destruição e o arrocho promovido por Jair Bolsonaro e impediu o avanço desenfreado do endividamento ao conceder aumento do salário mínimo acima da inflação: “É por isso que o salário mínimo cresceu no nosso governo, porque quando o PIB cresce, […] o que antigamente ficava só para os magnatas, agora nós estamos dando para as pessoas mais humildes um pedacinho desse bolo que cresceu”.

Flávio defendeu sua proposta de comprar parte da dívida dos brasileiros e refinanciar, o que foi rebatido por Lula: “Ele está copiando uma coisa que eu já mandei para o Senado”. Ele se referiu ao Desenrola Brasil 3.0, já implementado como Medida Provisória pelo governo, com medidas voltadas à renegociação e ao perdão de dívidas com descontos que podem chegar a 95%.

O presidente também citou a lei, sancionada na quinta-feira, 22, que perdoou as dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs) com a União e ampliou o teto de faturamento anual da categoria. As medidas integram o pacote Prospera MEI, que pode beneficiar 17,6 milhões de empreendedores.

“Ele fica copiando o que eu faço pra ficar dizendo ‘Olha o que eu vou fazer’”, criticou Lula.

Publicação Original PT pt.org.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →