Willer Tomaz já apareceu em lista de bolsonaristas para vaga no STF

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

O clima de euforia que tomou conta de parte da campanha do senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno levou apoiadores do candidato a afirmarem reservadamente que o nome do controverso advogado Willer Tomaz era um dos cotados a ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) caso o Zero Um vença as eleições marcadas para este domingo, 25.

Tomaz, como se sabe, é investigado ao lado de Flávio por suspeitas de lavagem de dinheiro e aparece, conforme dados do Ministério da Fazenda, como o maior apostador em bets no ano de 2025, com movimentações de impressionantes 5 bilhões de reais e saques acumulados de quase 200 milhões de reais.

A lista de supremáveis em um eventual governo Flávio também inclui o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira, favorito a uma cadeira em caso de vitória bolsonarista, além de Vicente Santini, ex-secretário nacional de Justiça do governo de Jair Bolsonaro. Jorge já apareceu em outras listas de bolsonaristas na época em que Bolsonaro indicou André Mendonça e Kassio Nunes Marques para a mais alta Corte de justiça do país e é considerado um homem de confiança da família Bolsonaro.

Embora seja amigo de Flávio, Willer Tomaz tem relações e interesses multipartidários e transita entre parlamentares da esquerda, da direita e do Centrão. Já advogou para o ex-presidente da Câmara e senador eleito Arthur Lira (PP-AL) e para o vice-líder do governo Lula Weverton Rocha (PDT-MA), que não conseguiu se reeleger, e é sócio do ex-ministro da Justiça no governo Dilma Eugênio Aragão.

Em 2023, tentou ser indicado pela Câmara dos Deputados conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pelo controle externo do Judiciário e por processos disciplinares contra magistrados. Anos antes, em 2021, arriscou um voo ainda mais ambicioso ao tentar integrar a lista tríplice que definiria a vaga de juiz substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A listagem seria enviada ao então presidente Jair Bolsonaro para a escolha final e é formada por votos do Supremo Tribunal Federal. Willer contou com apenas um apoio.

Continua após a publicidade No início do governo Bolsonaro, aliás, o advogado reforçou sua proximidade com a família do capitão, embora por razões não muito claras tenha escondido a amizade que mantinha com o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro.

Uma reportagem de VEJA de 2021 revelou a história do “Rancho do Tomaz”, que fica a 75 quilômetros do Palácio do Planalto e era usado para festas e reuniões privadas com parlamentares e integrantes do Judiciário. Willer também já foi preso e acusado de corrupção.

No acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista, ele aparece como responsável por pagar propina para um membro do Ministério Público. O caso foi arquivado tanto em relação a Willer quanto ao procurador acusado.

Continua após a publicidade O nome de Tomaz voltou ao noticiário policial depois que o ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ Humberto Pradera foi alvo de buscas após supostamente repassar informações confidenciais ao advogado.

A partir de uma análise no celular de Willer descobriu-se não só a suspeita envolvendo o STJ, mas também que o senador Flávio Bolsonaro era cadastrado como usuário master de uma conta de uma empresa do advogado. Ele nega qualquer irregularidade.

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Publicação Original Notícias Veja veja.abril.com.br
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