Lula liga para Delcy Rodríguez oferecendo ajuda do governo brasileiro, após terremoto na Venezuela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que telefonou para a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, oferecendo ajuda do governo brasileiro ao país. A Venezuela foi atingida por um terremoto de magnitude 7,5 na quarta-feira, deixando ao menos 188 mortos e 1.520 feridos, é o mais forte registrado no país em mais de um século, segundo dados históricos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Lula disse ainda que ministros estão reunidos em Brasília para discutir o envio de ajuda humanitária para o país. Os abalados tiveram epicentros a oeste de Caracas e são considerados os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século.
— Vocês sabem que essa madrugada teve terremoto na Venezuela, até agora, sabemos que teve 180 mortos. Fizemos uma reunião com vários ministros agora, falei com a presidente Delcy da Venezuela, do carro, para perguntar o que ela precisava que a gente fizesse. Nós estamos reunindo os ministros para mandar tudo que for necessário mandar para Venezuela: água, bombeiro, defesa civil, remédio — afirmou Lula em evento de entrega de títulos de terra em Ponta Porã (MS).
O governo venezuelano decretou estado de emergência em todo o país, fechou o Aeroporto Internacional de Maiquetía devido aos danos estruturais e mantém equipes de resgate mobilizadas em busca de sobreviventes. Dezenas de edifícios desabaram ou sofreram graves avarias, especialmente em Caracas e no estado de La Guaira, apontado pelas autoridades como uma das regiões mais atingidas. Os tremores também foram sentidos em países vizinhos, incluindo a Colômbia e cidades do Norte do Brasil, como Belém, Manaus, Santarém, Macapá e Cutias do Araguari.
Pela manhã, em publicação nas redes sociais, Lula disse ter recebido a notícia do desastre "com grande preocupação e consternação" e informou que o governo brasileiro acompanha a situação para verificar como pode contribuir com o país vizinho.
"Instrui o Ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a Embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar", escreveu.
