Lula evita antecipar debate sobre sucessão e amplia opções para Casa Civil

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A definição sobre quem assumirá a Casa Civil no quarto mandato do presidente Lula (PT) ganhou novos contornos após o chefe do Executivo decidir expandir o rol de nomes avaliados para a pasta responsável por articular os ministérios e a relação com os entes federativos, informa a CNN Brasil.

A movimentação ocorre para blindar a escolha do comando do ministério estratégico de especulações eleitorais adiantadas. Segundo interlocutores do governo, o mandatário tem expressado a aliados a preocupação de que nomear determinados quadros para o posto seja interpretado no ambiente político como uma “unção” a um sucessor, debate que o presidente busca distanciar de seu foco atual.

Embora a disputa afunilasse inicialmente entre os ex-ministros Fernando Haddad (PT) — apontado como favorito no período pré-eleitoral — e Camilo Santana (PT), impulsionado pela atuação decisiva no núcleo da campanha durante o segundo turno, o cenário se abriu para novos nomes por iniciativa do próprio Lula.

Aliados próximos sugeriram a inclusão da ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) nas conversas. Diante do impasse para o posto central do governo, assessores presidenciais estudam como acomodar a força política de Haddad e Camilo em posições de alto impacto administrativo que garantam protagonismo aos dois, sem carimbar uma preferência sucessória.

Entre os caminhos em debate estão o Ministério da Segurança Pública, condicionado à aprovação da PEC que amplia as atribuições da União na área, e o Ministério da Educação, encarregado de conduzir prioridades como a escola em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário. A preocupação de Lula em relação ao peso simbólico da Casa Civil remonta à candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010.

Ela liderou a pasta entre 2005 e 2010 e foi escolhida pelo presidente para sucedê-lo na disputa pelo Palácio do Planalto. À época, Dilma ganhou projeção nacional ao gerenciar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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