Deputado federal reeleito por Goiás, Rubens Otoni (PT) disse estar confiante de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliará, no estado, a votação obtida no estado em 2022. A declaração foi feita neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições, quando mais de 5 milhões de goianos são aguardados nas urnas para escolher o presidente que comandará o país pelos próximos quatro anos.
Concorrem no pleito os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), em uma eleição que chega à reta final com cenário apertado. A expectativa em torno do resultado aumenta, sobretudo diante do equilíbrio observado nas pesquisas eleitorais. Os dois avançaram ao segundo turno depois de Flávio receber 47,03% dos votos válidos na primeira etapa da eleição, contra 45,16% de Lula.
Na pesquisa Datafolha divulgada no dia 22 de outubro, ambos apareceram empatados com 50% dos votos válidos. Já na última rodada, divulgada neste sábado (24), Flávio registrou 51% das intenções de voto, enquanto Lula ficou com 49%.
Ou seja, os números indicam uma disputa acirrada na reta final da campanha, com empate técnico se considerada a margem de erros de dois pontos percentuais. Em entrevista ao Portal 6, Otoni falou sobre o que espera das urnas em Goiás, avaliou o cenário nacional e, ainda, comentou a mobilização de apoiadores da esquerda observada nos últimos dias em cidades como Anápolis.
No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro (PL) venceu em Goiás com 58,71% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 41,29%. A abstenção no estado ficou em 20,74%.
Ao todo, foram 2,19 milhões de votos para Bolsonaro e 1,54 milhão para o petista. Questionado sobre a possibilidade de o atual presidente melhorar esse desempenho quatro anos depois, Otoni afirmou que o trabalho da campanha foi realizado em diferentes partes do estado e demonstrou confiança na ampliação do percentual.
“Trabalhamos todas as regiões do estado na expectativa de uma votação que supere o desempenho do Lula na eleição de 2022 em Goiás. Estou convencido que o objetivo será alcançado”.
Em âmbito nacional, Otoni classificou a disputa como apertada e destacou que diferentes pesquisas chegaram à reta final apresentando os dois candidatos dentro de um cenário de empate técnico. A última pesquisa Datafolha antes da votação, divulgada no sábado (24), mostrou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos e Lula com 49%.
A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configurando empate técnico. O levantamento ouviu 4.050 eleitores na sexta-feira (23) e no sábado.
Para Otoni, diante de uma distância tão pequena, o comparecimento às urnas pode assumir papel decisivo na definição do resultado. “Será uma eleição disputada voto a voto, e a presença do eleitorado de lado a lado será decisiva.
Eu imagino que a abstenção deva diminuir de maneira significativa.” Ao ser questionado também sobre a existência de algum tracking que apresentasse cenário diferente das pesquisas divulgadas pelos institutos de pesquisas, o deputado não citou nenhum levantamento interno específico.
Otoni se limitou a dizer que existem resultados diferentes entre os institutos e que, apesar das variações sobre quem aparece à frente, as pesquisas convergem para um cenário de disputa apertada. O deputado também foi questionado sobre as manifestações e mobilizações pró-Lula observadas nos últimos dias em Goiás e, particularmente, em Anápolis.
Como noticiado pelo Portal 6, foram diversos atos organizados na cidade entre o primeiro e o segundo turno, com mobilizações bem mais expressivas do que aquelas vistas na disputa eleitoral de 2022. “Vejo como um sinal muito positivo a participação efetiva da juventude discutindo pautas importantes para o país e ocupando as ruas para defender os seus direitos neste segundo turno”, disse.
Para Otoni, essa participação da esquerda não deve ficar restrita ao período eleitoral. “Que esta consciência demonstrada se transforme em ação política efetiva no próximo período para contribuir na elaboração de políticas públicas que contribuam no desenvolvimento econômico e social do nosso país”, concluiu.
Portal6