Lula deve ir a Pernambuco antes do 1º turno após apelo de aliado e cenário eleitoral apertado no estado

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ir a Pernambuco para participar de uma agenda eleitoral antes do primeiro turno, segundo relatos de aliados. Ainda sem data marcada, o encontro deverá ocorrer após o petista retornar de viagem aos Estados Unidos, onde participa da Assembleia Geral da ONU. Além da data, também ainda está em discussão qual será o local e formato do ato.

A ideia da agenda ocorre após pedidos da equipe do ex-prefeito João Campos (PSB), que conta com o apoio do petista na disputa. Apesar disso, a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), também feito sinalizações ao presidente, mirando ter apoio dele no pleito. Em 2022, Lula teve 66,93% dos votos válidos no estado, ante 33,07% de Jair Bolsonaro (PL).

A decisão de Lula ir ao estado contraria o que a coordenação de campanha dele havia decidido inicialmente. A avaliação do entorno do presidente era que ele deveria evitar estados onde havia mais de um candidato sinalizando apoio à sua reeleição, para evitar ruídos e indisposição com eles. Isso porque há o entendimento de que será uma eleição acirrada e que Lula não pode prescindir de apoios. Essa tese era defendida por integrantes do PT e do governo que são próximos de Lyra, principalmente pelo ex-ministro da Casa Civil Rui Costa.

A mudança ocorre também num momento em que João Campos conseguiu diminuir a diferença de votos em levantamentos eleitorais. Pesquisa Datafolha divulgada no último dia 11 mostrou Lyra numericamente à frente de Campos, com 47% das intenções de voto no primeiro turno, ante 42%. Em agosto, Lyra aparecia com 47% e Campos, com 40%.

A eleição em Pernambuco tem sido marcada por trocas de acusações entre as duas campanhas sobre atuação irregular nas redes. As duas campanhas falam em desinformação, uso de inteligência artificial, vídeos negativos e suspeitas de atuação coordenada de perfis em diversas ações ingressadas na Justiça.

Além das disputas no meio digital, as duas campanhas vinham atuando para buscar o apoio de Lula. Em junho, o presidente gravou um vídeo para declarar apoio público a João Campos, uma semana após o presidente do PT e coordenador da campanha do petista, Edinho Silva, ter desautorizado publicamente declaração do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social), em entrevista ao GLOBO, de que Lula teria um duplo palanque no estado —ideia rechaçada por Campos.

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