Lula, Flavio Bolsonaro e Augusto Cury ocupam as três primeiras posições na corrida presidencial Fotos: Divulgação Candidatos à Presidência da República reuniram apoiadores em Brasília, Rio de Janeiro em São Paulo nesta segunda-feira, feriado nacional de 7 de Setembro. Representantes da direita miraram a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, defendeu a soberania nacional e participou do desfile cívico-militar, na Esplanada dos Ministérios, ao lado dos presidentes do STF, ministro Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. Flávio Bolsonaro (PL) reuniu aliados e apoiadores em um ato nesta tarde na avenida Paulista contra a reeleição de Lula e contra o ministro Alexandre de Moraes. O ato também exprimiu apoio ao ministro André Mendonça, relator dos casos Master e INSS, que trava uma disputa interna com Moraes. "Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte. O Supremo não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes”, disse, durante a manifestação. Flávio também falou na existência de um “consórcio” entre Lula e Moraes e que ele vai eleger cinco ministros do Supremo se eleito presidente. “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes. Não vamos permitir que o Lula indique mais quatro Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal. Eu vou indicar mais cinco ministros para o Supremo Tribunal Federal porque o Alexandre de Moraes vai cair”, declarou Flávio Bolsonaro. Pela manhã, Romeu Zema, que concorre à Presidência pelo partido Novo, também esteve na Paulista. Ele fez críticas a ministros do STF e participou da instalação de um painel com a expressão "chega de intocáveis", termo que costuma usar para se referir a integrantes da Corte. "Em qualquer país minimamente civilizado, onde se tem vergonha na cara, um ministro como esse, prestando serviços para um bandido, teria sido expelido, teria sido expulso e, muito provavelmente, encarcerado", disse Zema, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes. Na terça-feira (1), o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a Moraes. O episódio gerou uma crise profunda no STF. Dois dias depois, Moraes contra-atacou. Encaminhou à Presidência da Corte um relatório de trabalho da Polícia Federal com indícios de que Mendonça teria interferido e direcionado as investigações dos casos Master e INSS e pediu investigações contra o colega. Fachin, por sua vez, deu prazo de cinco dias para que os dois ministros prestem explicações. Também em São Paulo, o candidato do Missão, Renan Santos, se disse impressionado com a falta de indignação das pessoas diante das revelações de envolvimento de ministros do STF com o caso Master. Ele também criticou a liderança de Lula e Flávio nas pesquisas de intenção de voto. "É impressionante que as pessoas não estejam indignadas com o que a Suprema Corte está fazendo e, mais impressionante ainda que, diante desses fatos, Lula e Flávio Bolsonaro continuam liderando as pesquisas, isso é assustador. No fim, nunca foi sobre combater a corrupção, nunca foi sobre ter um país descente, mas sim falar que o 'seu ladrão' rouba menos que o do seu vizinho", disse Renan. Na última pesquisa Datafolha, publicada na semana passada, Lula liderava a apuração estimulada para o 1º turno, com 38% das intenções de voto. O segundo colocado era Flávio Bolsonaro, com 33% das intenções. Augusto Cury vinha em 3º lugar, com 8%, seguido de Ronaldo Caiado (PSD) com 4% e Santos com 3%. Augusto Cury realizou um ato na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Fez críticas a Lula e Flávio Bolsonaro, e prometeu pacificar o país. Ele também fez acenos ao ministro André Mendonça. “Eu quero que o doutor André Mendonça, o doutor Fachin e todos eles possam ter plena independência para poder investigar todos os indícios de corrupção”, afirmou Cury, evitando citar Alexandre de Moraes, um dos protagonistas da crise que o Supremo atravessa. Ronaldo Caiado, candidato do PSD, participou do desfile de 7 de setembro em Goiânia. Fez críticas a Lula, especialmente na área da segurança pública. Ele disse que o petista "entregou" o Brasil a facções criminosas e, por isso, não teria "moral", para falar sobre soberania no país.
Lula defendeu a soberania nacional Lula optou por adotar uma postura institucional. Participou, nesta manhã, do desfile cívico-militar em alusão ao Dia da Independência, em Brasília. Chegou ao evento com a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, por volta das 9h10, e foi recepcionado pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. Fachin, Motta, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, sentaram próximos ao presidente. O petista também se manifestou em defesa da soberania nacional em publicação nas redes sociais. O tema é uma das bandeiras de sua campanha e já havia sido abordado no pronunciamento em alusão ao Dia da Independência. “Soberania é a liberdade de um povo para escolher seus caminhos, tomar suas próprias decisões e construir seu futuro sem interferências externas. É cuidar da nossa história e defender nossos interesses, porque uma nação verdadeiramente livre é aquela que tem o direito de decidir por si mesma. Viva o Brasil soberano!”, afirmou nas redes sociais. A legenda acompanha uma imagem de Lula desfilando no 7 de Setembro em carro aberto ao lado da primeira-dama Janja da Silva. Sobre a fotografia foi inserida, em destaque, a palavra “soberania”, acompanhada de uma definição em formato de verbete de dicionário: “Poder supremo e independente de um país para se autogovernar. Autonomia do país em suas decisões políticas, econômicas e sociais, sem sofrer qualquer tipo de interferência ou submissão externa”.
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