Lula considera para ocupar ministérios políticos que acumulam processos judiciais

Lula considera para ocupar ministérios políticos que acumulam processos judiciais - Foto
Fonte da notícia: Diario do poder Diario do poder

Após a vitória no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em Brasília para discutir a composição de seu governo a partir de 2027. Entre os nomes mencionados nas articulações estão o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), o senador Camilo Santana (PT-CE) e o deputado federal André Janones (Rede-MG), associados a postos estratégicos na Esplanada dos Ministérios e no Palácio do Planalto.

Reeleito governador do Piauí, Rafael Fonteles é apontado para o Ministério da Fazenda. Antes de assumir o governo estadual, ele comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí.

Sua gestão, porém, foi alvo de questionamentos. O Ministério Público Federal abriu, em setembro do ano passado, um inquérito para apurar improbidade administrativa relacionadas a contratos estaduais de R$ 8 milhões firmados com uma empresa administrada por uma pessoa interditada.

O caso também foi levado a órgãos de controle. Operações da Polícia Federal investigaram suspeitas de irregularidades em contratos da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) e da Fundação Municipal de Saúde (FMS), com prisões de gestores de organizações sociais e afastamento de servidores.

O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana responde a uma ação de improbidade administrativa relacionada a desvios de recursos destinados à construção de unidades sanitárias para famílias de baixa renda, no período em que foi secretário das Cidades do Ceará, durante o governo Cid Gomes.

Segundo as informações do processo, houve determinação de indisponibilidade de bens para garantir ressarcimento ao erário. Durante sua passagem pelo Ministério da Educação, a pasta também lidou com compras de mobiliário realizadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Janones firmou, em março de 2025, um acordo de não persecução penal (ANPP) no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado à investigação sobre exigência de devolução de parte dos salários de assessores parlamentares, prática conhecida como rachadinha. O acordo prevê obrigações financeiras e outras condições.

Os pagamentos foram concluídos em setembro deste ano, incluindo valores destinados à Câmara dos Deputados. O parlamentar também esteve envolvido num caso no qual sua ex-mulher, Leandra Guedes, solicitou medida protetiva com acusações envolvendo o uso de imagens íntimas.

A definição dos nomes e os cargos de confiança dependerá das negociações conduzidas por Lula e da composição que o presidente pretende estabelecer para o mandato de 2027.

Publicação Original Diario do poder diariodopoder.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →