"Silêncios e hesitações não são neutros", disse o decano do STF no X O decano Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, usou a eleição para cutucar o colega Kassio Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Sem citar nomes, o magistrado afirmou que “silêncios e hesitações não são neutros” e que tais atitudes podem levar outras instâncias a suprir, “pelas próprias vias”, o que poderia ter sido resolvido desde a origem. “As eleições de 2026 evidenciaram a correção da antiga lição de que as instituições de Estado são maiores do que os membros que as ocupam.
Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático. A institucionalidade, entretanto, não deveria precisar ser resgatada a cada eleição.
De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe. Na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros.
Podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável. Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel.
A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado”, escreveu Gilmar no X. Coube ao ministro do STF Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, o papel de tumultuar o segundo turno da eleição para presidente da República.
A pedido da campanha petista, o magistrado prorrogou em duas horas o horário de votação em todo o país e lançou uma sombra sobre as eleições. Zanin decidiu em meio ao vácuo deixado por Nunes Marques, que não se manifestou sobre os pedidos feitos pelas duas campanhas para a extensão do horário da votação.
O Antogonista