O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU esta terça-feira em Nova York, que o acesso aos minerais do país terá como contrapartida obrigatória a geração de valor no território brasileiro, a transferência de tecnologia e o suprimento de setores estratégicos nacionais.
"Temos os minerais críticos e as terras-raras de que o mundo precisa para realizar a transição energética", disse. O tema é de grande interesse para os americanos, que querem fugir da dependência dos minerais chineses.
"Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro — e é em benefício dele que serão exploradas", afirmou Lula.
O presidente também defendeu a agenda ambiental. "Até pouco tempo, a resposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20, foros que reúnem os maiores emissores de carbono", afirmou, instando ser "hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo".
Ele disse que o Brasil "vem demonstrando que é possível aliar crescimento econômico com redução de emissões".
"Não renunciaremos à agenda ambiental", afirmou, acrescentando que levará adiante o Mapa do Caminho para descarbonização da economia.
Apesar disso, disse também que o país seguirá "pesquisando o potencial de novas reservas, como as da Margem Equatorial".
Valor