Coreia do Norte testa nova arma hipersônica em meio a esforços dos EUA e de Seul pela retomada do diálogo

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Coreia do Norte afirmou ter testado uma nova arma hipersônica projetada para driblar sistemas de defesa antimísseis. O movimento do governo de Kim Jong-un representa mais uma demonstração de avanço do arsenal norte-coreano em um momento em que os Estados Unidos e a Coreia do Sul tentam retomar o diálogo diplomático com Pyongyang, informou o Financial Times nesta terça-feira. Leia também: Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos da costa leste em apenas três horas EUA reafirmam apoio a Japão, Coreia e Taiwan antes da cúpula de Trump e Xi

Segundo a mídia estatal norte-coreana, a arma foi testada no domingo e é de “grande importância”. Imagens divulgadas por Pyongyang mostraram o que parecia ser um míssil balístico de curto alcance aprimorado e equipado com um veículo planador hipersônico, tecnologia que combina alta velocidade e capacidade de manobra em baixa altitude, descreveu o FT.

Esse tipo de armamento é mais difícil de interceptar do que mísseis balísticos convencionais. Peter Ward, do Instituto Sejong, em Seul, afirmou ao FT que apenas China e Rússia possuem atualmente tecnologia semelhante em uso, o que torna o teste “bastante significativo” para a Coreia do Norte.

Kim acompanhou o lançamento ao lado da filha adolescente Kim Ju Ae, apontada como sua possível sucessora. De acordo com a mídia estatal, o líder norte-coreano classificou a nova arma como uma “força irresistível” e disse que ela representaria uma “dor de cabeça incurável” para os adversários do regime.

O teste ocorre em um momento em que o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, busca uma reaproximação com Pyongyang. Lee está em Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas, onde deve apresentar seus planos para melhorar as relações entre as duas Coreias.

Anteriormente, o líder sul-coreano já propôs abandonar a exigência de que Pyongyang renuncie às armas nucleares como condição prévia para a retomada das negociações.

No mesmo sentido, o presidente americano Donald Trump demonstrou recentemente interesse em se reunir com Kim Jong-un “sem quaisquer condições prévias” por parte dos EUA. Os dois líderes se encontraram três vezes durante o primeiro mandato do republicano à frente da Casa Branca. Tratativas sobre a desnuclearização do país asiático, porém, não tiveram sucesso.

Apesar das tentativas de aproximação de Washington e Seul, Pyongyang tem dado pouca abertura aos canais diplomáticos. Uma autoridade sul-coreana disse ao FT que atualmente não há diálogo oficialmente ativo entre a Coreia do Norte e os governos americano ou sul-coreano.

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