A cantora Ludmilla venceu uma ação movida pelo compositor Reynaldo Veríssimo da Purificação, que a acusava de plagiar a música “Essa é Minha Tara”. A 1ª Vara Empresarial do Rio julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais.
Na sentença, a juíza Milena Angélica Drumond Morais Diz concluiu que não houve plágio nem ato ilícito que justificasse a reparação. O compositor alegava que trechos de sua obra haviam sido reproduzidos em “Vem Amor Bate e Não Para”, apontada como a primeira composição de Ludmilla, e em “Vem Amor”, versão lançada pela Warner Chappell em 2018, no YouTube, com a cantora Mazzoni.
Ele pedia o reconhecimento de coautoria e uma indenização por danos morais. Na decisão, a magistrada destacou que uma ação anterior, movida pela editora Link Records, detentora dos direitos patrimoniais da composição, já havia reconhecido, em decisão definitiva, a inexistência de plágio.
A Warner Chappell também foi excluída do processo, por ilegitimidade passiva. A juíza lembrou que o mesmo entendimento já havia sido adotado na ação anterior, considerando a cessão dos direitos patrimoniais de “Vem Amor Bate e Não Para” à cantora, que assumiu integralmente a responsabilidade pela originalidade da obra.
Com a derrota na Justiça, o compositor foi condenado a pagar as despesas processuais e os honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa.
O Globo