Line Skin: entenda o procedimento dermatológico feito por Maya Massafera que 'destrói' a pele
Maya Massafera, de 45 anos, compartilhou em suas redes sociais sua experiência durante a realização do procedimento Line Skin. De acordo com a influenciadora, ele "destrói" a pele para que ela se regenere.
“A doutora vai destruir a minha pele. Vou fazer um novo procedimento, que as atrizes de Hollywood estão fazendo. Você destrói, tira toda a sua pele e depois coloca de volta para virar uma nova pele”, explica ela.
O que é o método Line Skin?
De acordo com a dermatologista Natasha Crepaldi, professora do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Line Skin é um peeling químico de profundidade média a profunda que busca agredir de forma controlada as camadas profundas da pele para estimular a formação de colágeno. O principal objetivo é reduzir manchas, rugas e marcas de expressão.
Como citado por Maya, o método é frequentemente chamado de "primo do fenol".
— Como a fórmula do Line Skin não está disponível em periódicos científicos indexados, não é possível compará-la objetivamente ao peeling de fenol clássico realizado por médicos em ambiente controlado e com monitorização — explica.
Quanto à recuperação, a especialista enfatiza que tudo depende da profundidade atingida e dos ativos utilizados.
— Peelings que estimulam o colágeno na derme exigem necessariamente descamação intensa, vermelhidão que pode durar semanas a meses e fotoproteção rigorosa por longo período. Mesmo com fórmulas modernas, complicações são frequentes e nem sempre transitórias: eritema persistente, manchas escuras (hiperpigmentação), manchas claras permanentes (hipopigmentação), linhas de demarcação e, em casos graves, cicatrizes. Promessas de recuperação rápida em peelings profundos precisam ser olhadas com ceticismo — aponta.
A dermatologista esclarece que peelings superficiais, lasers não ablativos e tratamentos de manutenção podem ser feitos mensalmente ou bimestralmente. Já procedimentos profundos, como o peeling de fenol verdadeiro, não devem ser repetidos em intervalo inferior a um ano na mesma área, porque a pele leva meses para completar a remodelação do colágeno, agredi-la antes disso aumenta o risco de cicatrizes e alterações permanentes de pigmentação.
— O que mais preocupa hoje não é o intervalo entre procedimentos, mas a banalização dos peelings profundos nas redes sociais: pacientes expostos a tratamentos agressivos sem avaliação clínica criteriosa, sem exames pré-operatórios e, muitas vezes, em ambientes que não permitem manejar uma intercorrência grave — diz.
Crepaldi também ressalta que a preocupação da comunidade médica com peelings profundos, o que resultou na proibição do peeling de fenol, se deu por conta da morte do empresário Henrique da Silva Chagas em uma clínica de estética em São Paulo, em 2024.
— A Anvisa suspendeu cautelarmente os produtos à base de fenol para fins estéticos, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia foi enfática: peelings profundos exigem médico habilitado, ambiente controlado e monitorizado. Esses riscos não desaparecem quando a fórmula recebe um novo nome — conclui.
