Líder supremo do Irã está em local com grande defesa e só pode ser contatado por mensageiros, diz TV

Líder supremo do Irã está em local com grande defesa e só pode ser contatado por mensageiros, diz TV

 

Fonte: Bandeira



Autoridades americanas de inteligência afirmaram à rede de TV CBS News que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está entrincheirado em um local não divulgado sob forte segurança, com pouco acesso ao exterior e só podendo ser contatado por uma rede de mensageiros.

O caso vem gerando dificuldades nas negociações de paz, já que aqueles envolvidos nas conversas com os Estados Unidos demoram a conseguir uma resposta de Khamenei pela complexa rede de mensagens.

Um alto funcionário do governo do Irã disse no domingo que o líder supremo concordou com os contornos da versão atual do acordo, e o presidente Trump publicou no Truth Social que esperava uma decisão final nos próximos dias.

Mojtaba Khamenei foi ferido em ataques dos EUA e de Israel. Ele está tomando medidas extremas para evitar ataques semelhantes aos que mataram seu pai, o aiatolá Ali Khamenei , que governou o Irã de 1989 até 28 de fevereiro deste ano.

Mojtaba não é visto ou ouvido oficialmente em público desde antes do início da guerra.

Neste momento, a maioria dos líderes iranianos passam semanas dentro de bunkers altamente fortificados e evitando falar uns com os outros, a menos que seja absolutamente necessário, disseram as fontes para a CBS.

Já o líder supremo está tomando as medidas mais cautelosas. Nem mesmo funcionários nos mais altos escalões do governo iraniano sabem onde ele está e não têm como contatá-lo diretamente.

Acordo entre EUA e Irã está próximo? Entenda

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração no salão oval da Casa Branca.

Kent NISHIMURA / AFP

Apesar de admitirem consensos sobre um acordo para o final da guerra no Oriente Médio, Irã e Estados Unidos possuem posições diferentes sobre a finalização do acordo de paz entre os dois países.

Nesta segunda-feira (25), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, concedeu uma coletiva de imprensa, em que destacou:

'É verdade que chegamos a um consenso sobre muitas questões por meio da mediação paquistanesa, mas ninguém pode afirmar que a assinatura de um acordo seja iminente'.

Em declarações posteriores, ele acrescentou que as negociações avançaram, mas que qualquer acordo iminente 'depende dos americanos', afirmando que 'há assuntos muito mais importantes para tratar'.

Baqaei também pareceu criticar o presidente dos EUA e alguns de seus principais assessores, dizendo que o Irã tinha coisas melhores para fazer do que responder a tweets americanos

'Temos assuntos muito mais importantes para tratar, e se gastarmos nosso tempo respondendo aos tweets, fotos e postagens da outra parte, não conseguiremos nos concentrar nessas prioridades'.

Do outro lado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em uma visita a Índia que talvez havia uma chance para um acordo 'nas próximas horas'.

Segundo ele, 'progressos significativos, embora não definitivos, foram feitos nas negociações e que o mundo não precisará mais temer que o Irã adquira armas nucleares'. Rubio disse ao India Today que a 'primeira fase' a ser abordada será a reabertura completa do Estreito.

'A segunda é que o Irã deve se engajar em negociações sérias sobre três questões: seu compromisso de nunca possuir armas nucleares, restrições de longo prazo às suas capacidades de enriquecimento e o que fazer com o urânio altamente enriquecido?'.

Trump buscou extrair mais concessões do Irã do que as previstas no acordo de 2015, firmado durante o governo Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente sob o governo do presidente Trump.