Lewandowski formaliza renúncia ao Ministério da Justiça; Lula decide sucessão nos próximos dias
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, formalizou nesta quinta-feira (08) a sua renúncia ao cargo. Em uma conversa rápida com o presidente Lula, ele entregou a carta de demissão, oficializando a saída da pasta. A exoneração, a pedido, deve ser publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (09).
Embora a formalização ainda dependa do registro oficial, a saída de Lewandowski já é dada como certa. O ministro vinha manifestando, desde o ano passado, a intenção de deixar o cargo. Inicialmente, ele aguardou a tramitação da PEC da Segurança Pública, mas, diante do esvaziamento da proposta e do adiamento da votação para 2026, passou a dizer a aliados que não havia mais motivos para permanecer à frente do ministério.
Apesar disso, a pedido de Lula, Lewandowski permaneceu no cargo por mais algum tempo e fez seu último discurso oficial durante a cerimônia em alusão aos atos de 8 de janeiro, antes de confirmar a saída definitiva.
Quem assume o Ministério da Justiça?
Agora, o presidente terá de lidar com a sucessão no comando da pasta. Internamente, a tendência é que Manoel Carlos de Almeida, atual número 2 do Ministério, assuma interinamente. No entanto, há pressão dentro do governo para que Lula nomeie um novo ministro, o que deve ser decidido nos próximos dias.
A saída de Lewandowski também reacende o debate sobre o desmembramento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O PT defende que Lula aproveite a mudança para separar as áreas, criando um ministério específico para a segurança.
O presidente, porém, vinha afirmando que só faria essa alteração após a aprovação da PEC da Segurança — o que agora está indefinido. Resta saber se Lula mudará de posição ou manterá a estrutura atual da pasta às vésperas do calendário eleitoral.
