Quase 48 milhões de brasileiras afirmam que já sofreram alguma forma de violência prevista e reconhecida na Lei Maria da Penha. Os dados são de uma pesquisa realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva. Anvisa aprova registro de cinco novas canetas emagrecedoras à base de semaglutida sintética ‘50 Debates Para o Brasil’: capital estrangeiro acelera exploração ou ameaça soberania? Especialistas debatem terras raras Quase vinte anos após a promulgação da legislação, 34% das mulheres responderam afirmativamente ao serem perguntadas se já haviam sofrido violência praticada por um parceiro ou ex-parceiro. O percentual sobe para 54% quando as entrevistadas são apresentadas as diferentes formas de violência previstas na legislação: física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. Sobre cada forma específica, 42% sofreu violência psicológica, 25% física, 19% moral, 10% sexual e 9% violência patrimonial. Em contraponto, apenas 11% dos homens reconheceram já ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras. O percentual representa cerca de nove milhões e quinhentos mil brasileiros. 77% das mulheres acreditam que homens não reconhecem atitudes violentas O estudo também apresenta que 77% das mulheres acredita que que os homens ainda não compreenderam quais atitudes são definidas como violentas, além não intervir quando presenciam comportamentos violentos praticados por outros homens. A pesquisa aponta que os dados colhidos indicam que a persistência da violência doméstica está relacionada não apenas às agressões em si, mas também à naturalização do machismo e da misoginia na sociedade. A Lei Maria da Penha completa 20 anos na próxima sexta-feira, dia 7 de agosto.
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Lei Maria da Penha: quase 48 milhões de brasileiras relatam alguma forma de violência
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