Lavrov aponta declínio do Ocidente e critica sequestro de Maduro: “aventura sem precedentes”

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, classificou o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, como uma ação extrema das potências ocidentais para preservar sua influência internacional. A declaração foi feita nesta terça-feira (20), durante um evento com universitários que ingressaram no serviço diplomático russo. As informações são da RT Brasil.

“O Ocidente nunca mais voltará a ser o principal ator, aquele que dita as regras. Ele se lança a todo tipo de excessos e empreende aventuras sem precedentes. Basta ver o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, juntamente com sua esposa”, afirmou Lavrov.

O chanceler russo declarou que o mundo atravessa um ponto de inflexão, marcado pelo declínio da hegemonia ocidental e pela formação de uma ordem internacional multipolar e policêntrica. Segundo Lavrov, os países ocidentais procuram manter uma posição de domínio da qual se beneficiaram durante séculos, apesar das transformações na distribuição do poder mundial.

Sequestro e processo judicial nos EUA

Maduro e Cilia Flores foram retirados à força de sua residência em janeiro, durante uma agressão militar estadunidense que incluiu bombardeios contra Caracas. Em seguida, foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, onde permanecem sob acusações de narcotráfico.

Os dois se declararam inocentes das acusações apresentadas pelas autoridades estadunidenses. Maduro também se define como um “prisioneiro de guerra”. Sua defesa argumenta que ele tem imunidade por exercer a Presidência da Venezuela e contesta a competência dos Estados Unidos para julgá-lo, buscando anular o processo judicial.

O presidente venezuelano denuncia irregularidades no procedimento e questiona a legitimidade da Justiça estadunidense para conduzir o caso.

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