Lagarto gigante desaparecido mobiliza buscas e leva cidade da Itália a restringir circulação de pedestres - QTU Questões do Universo

Lagarto gigante desaparecido mobiliza buscas e leva cidade da Itália a restringir circulação de pedestres

Fonte: Bandeira da fonte

Um lagarto de grande porte visto no interior da Itália há cerca de três semanas mobiliza uma operação de busca no norte do país e levou autoridades locais a restringirem a circulação de pedestres e ciclistas na área onde o animal foi avistado.
O réptil, identificado por especialistas como um provável varano-da-Papua (Varanus salvadorii), foi fotografado na zona rural de Montichiari, na província de Brescia, e desde então não foi mais encontrado.
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O primeiro registro confirmado foi feito na madrugada de 17 de julho por um trabalhador rural, mas moradores afirmam que o animal já havia sido visto dias antes.
Após a análise da fotografia por veterinários, o prefeito de Montichiari, Marco Togni, confirmou a autenticidade do registro e determinou uma série de medidas preventivas.
Entre elas, está a proibição temporária da circulação de pessoas a pé e de bicicleta na área onde ocorreram os avistamentos.
Agricultores também foram orientados a manter fechadas as portas de galpões e cabanas durante as buscas, conduzidas pela polícia local, bombeiros e agentes florestais.
A operação utiliza drones equipados com câmeras térmicas e visão noturna, além de armadilhas com iscas de frango espalhadas em pontos estratégicos.
Apesar dos esforços, o animal continua desaparecido.
Nativo da Indonésia e da Papua-Nova Guiné, o varano-da-Papua é considerado um dos lagartos mais longos do mundo.
Pode ultrapassar 2,5 metros de comprimento, graças principalmente à longa cauda, e pertence à mesma família do dragão-de-komodo.
A espécie é carnívora e se alimenta de aves, ovos e pequenos mamíferos, embora também seja capaz de capturar presas maiores, como javalis jovens e cães de caça.
Especialistas afirmam que o animal pode reagir de forma agressiva quando encurralado.
Além de garras afiadas e uma cauda usada como defesa, ele possui glândulas de veneno, embora não haja registros de ataques deliberados contra pessoas na natureza.
O maior risco para humanos está em mordidas profundas, arranhões e possíveis infecções decorrentes dos ferimentos.
As autoridades italianas acreditam que o réptil tenha escapado ou sido abandonado por alguém que o mantinha ilegalmente em cativeiro.
A criação da espécie é proibida no país e, por se tratar de um animal protegido, ele não pode ser abatido, exceto em situação de legítima defesa.
Caso seja capturado, será encaminhado a um centro especializado em fauna silvestre.