Mãe que matou filhos com quase 80 e mais de 20 facadas em

Mãe que matou filhos com quase 80 e mais de 20 facadas em 'ritual de vodu' tem condenação à prisão perpétua anulada nos EUA

Fonte: Bandeira da fonte

A Suprema Corte Judicial de Massachusetts anulou, nesta quinta-feira (6), a condenação de Latarsha Sanders, de 51 anos, pelo assassinato dos dois filhos pequenos, Edson Brito, de 8 anos, e La'Son Brito, de 5, em 2018.
A decisão determina que a mãe, que cumpre prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, seja submetida a um novo julgamento, no Tribunal Superior de Massachusetts.
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Registros médicos ficaram fora do primeiro julgamento
Sanders foi considerada culpada em dezembro de 2022.
Segundo a acusação, ela esfaqueou a filha mais velha quase 80 vezes e o filho mais novo mais de 20, em um episódio que a mãe teria descrito como parte de um ritual de vodu.
Ela confessou os assassinatos, mas sua defesa sustentou que sofria de uma doença mental grave e não tinha responsabilidade criminal pelos atos.
O novo julgamento foi determinado porque o juiz William Sullivan, do Tribunal Superior de Plymouth, impediu que a defesa apresentasse ao júri registros médicos produzidos enquanto Sanders aguardava julgamento em um hospital psiquiátrico estadual.
Os documentos, reunidos em milhares de páginas, apontavam que ela apresentava alucinações e esquizofrenia paranoide que, segundo os médicos, não havia sido diagnosticada ou tratada por décadas.
Para a Suprema Corte Judicial, a exclusão desse material provocou um "erro prejudicial" no julgamento.
"Não há dúvida de que a ré cometeu esses crimes incompreensíveis.
A única questão perante o júri do Tribunal Superior era se ela era insensível criminalmente", afirmou o tribunal na decisão.
Defesa deve insistir em alegação de insanidade
No novo processo, a defesa deverá novamente sustentar que Sanders não compreendia a natureza ou a ilicitude de seus atos.
Caso a alegação seja aceita, ela será encaminhada a um hospital psiquiátrico estadual para avaliação e tratamento, e não ficará em liberdade.
O caso volta a ser conduzido por Sullivan, que atualmente também supervisiona o processo de Lindsay Clancy, acusada de matar os três filhos, em 2023, e que também se declarou inocente por motivo de insanidade, alegando ter sofrido depressão pós-parto grave e psicose.