Quem passeia pelo Posto 5, em Copacabana, pode dar de cara com uma cena pouco comum: um homem caminhando pela rua acompanhado de uma marreca que tem até Instgram (@melissadoposto5). Aos 32 anos, o autônomo Felipe Fonseca Magalhães tem em Melissa uma companheira que divide com ele a rotina dentro de casa e os passeios ao ar livre, incluindo idas à praia. Veja como são as suítes de hotéis de luxo da Zona Sul: Diárias de até R$ 65 mil e mordomias que vão de adaptação de espaços a piscina semiprivativa Resgate: Jacaré de mais de 2 metros é retirado de bueiro na Região Oceânica de Niterói Marreca Melissa passeia pela areia e pelo calçadão de Copacabana A história começou com uma chocadeira comprada pela internet. Felipe chegou a conversar com a mãe sobre a ideia de adquirir o equipamento, mas ela não queria. Ele decidiu seguir em frente por conta própria: comprou seis ovos pelo Mercado Livre e esperou. Melissa nasceu em 31 de julho, de um dos ovos. O tutor guarda até uma foto da ave saindo da casca. O nome foi inspirado em Melissa Duck, a pata amarela de cabelos louros do universo de Looney Tunes, conhecida por ser o interesse amoroso do Patolino. A escolha de uma marreca teve também uma razão prática.
— Eu queria um porco, mas, pelo tamanho, preferi a Melissa — conta Felipe, que buscava um animal de fazenda que pudesse criar na cidade. Felipe Fonseca Magalhães e sua marreca Melissa Divulgação/Felipe Fonseca Magalhães O contato com aves não era novidade. Felipe já havia morado com a mãe, que tem patos em sua propriedade, em Mato Grosso do Sul, e sabia como cuidar deles. A experiência ajuda na rotina com Melissa, que come mais de quatro vezes por dia e tem uma alimentação que inclui ração específica, tomate, repolho, morango e cenoura. Segundo o tutor, ela está crescendo rapidamente. Dentro de casa, a marreca circula livremente. Gosta de dormir em uma caixa, mas Felipe procura incentivá-la a sair e explorar o ambiente. O banheiro também está entre seus lugares preferidos, especialmente por ser fresquinho. Quando o tutor vai tomar banho, ela corre para ficar por perto. Melissa não gosta de ficar sozinha e está acostumada à presença de pessoas e gatos. Curiosa, é ela quem costuma ir atrás dos felinos da casa. Dócil, aceita colo e acompanha Felipe nos passeios.
— Ela é muito obediente, é dócil, fica no colo. Cheguei até a pensar em colocar uma guia nela, mas como ela é muito obediente, não precisa — diz ele.
A praia entrou nessa rotina. Nas primeiras visitas, Melissa demonstrou medo das ondas. Aos poucos, porém, começa a se acostumar com a água e a perder o receio de entrar no mar. Felipe também conta com amigos nos passeios, que o ajudam a cuidar dela enquanto ele aproveita um pouco a praia. O tutor diz que a convivência não dá tanto trabalho quanto as pessoas costumam imaginar. Melissa faz as necessidades sem grandes dificuldades, segundo ele, e a limpeza é simples. Ainda assim, Felipe sabe que a vida em um apartamento não será necessariamente o destino definitivo da companheira. — Eu queria ficar com ela para sempre, mas uma hora sei que vou ter que levar para o sítio, para ter um espaço maior, com outros espécimes dela — afirma.
Melissa durante passeio na praia de Copacabana Maíra Rubim
O Globo