Justiça marca para novembro o julgamento do PM réu por feminicídio em Belém

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

O julgamento do policial militar Wladson Luan Monteiro Borges, acusado de matar a companheira Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos, foi marcado para os dias 4 e 5 de novembro de 2026, a partir das 8h, em Belém. A decisão judicial prevê a realização da sessão em dois dias e determina a expedição urgente de mandados e intimações, uma vez que o réu está preso. A vítima foi morta com um tiro na cabeça na noite de 12 de março de 2025.

Conforme a decisão, a sentença que determina que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Pará após recurso apresentado pela defesa. O magistrado também autorizou a produção de provas testemunhais requeridas pelo Ministério Público e pela defesa.

O juiz indeferiu o pedido de oitiva de testemunhas apresentado pela assistência de acusação, caso o Ministério Público não desista de parte das testemunhas já indicadas, respeitando o limite legal previsto para a fase de preparação do julgamento. A decisão também determina a atualização dos antecedentes criminais do réu e a ciência das partes sobre os documentos juntados ao processo.

O caso

Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos, foi morta com um tiro na cabeça na noite de 12 de março de 2025, em Belém. O policial militar Wladson Luan Monteiro Borges foi preso como principal suspeito, conforme informou a Polícia Militar à época.

O crime ocorreu dentro de um carro, após um desentendimento entre o casal. Depois do disparo, o próprio policial levou Bruna ao Pronto-Socorro Municipal da travessa 14 de Março, no bairro do Umarizal. No entanto, a jovem já chegou morta ao local.

O veículo apresentava marcas de tiros e tinha o vidro do lado do passageiro destruído. O disparo atingiu o lado esquerdo da cabeça de Bruna. Inicialmente, o policial teria alegado que o casal havia sido vítima de um assalto. Posteriormente, ele afirmou que houve uma discussão entre os dois, que teria começado no bairro da Pedreira.

Wladson era cabo da Polícia Militar e atuava no Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam). Após a ocorrência, equipes da Polícia Militar e da Corregedoria da corporação estiveram no pronto-socorro. O suspeito foi conduzido à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), no bairro do Marco.

Bruna era natural de Colares, no nordeste paraense, e morava havia sete anos em Belém com o padrinho. Ela estudava Nutrição.

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