O lutador Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada neste sábado (7), no Complexo de Benfica, na Zona Norte do Rio. Delegado classifica agressões de lutador contra vizinhas como situação 'fora da curva'
VÍDEO: Imagens de prédio onde lutador agrediu vizinhas no Rio mostram marcas de sangue; moradores relatam temor Ele está preso desde a última quinta-feira (5), após ser acusado de agredir pelo menos três mulheres no prédio onde mora, no bairro do Maracanã.
As agressões ocorreram durante a madrugada e são investigadas pela Polícia Civil. Os moradores estão se mobilizando para pedir a expulsão do agressor do edifício.
A reportagem da CBN esteve no local e conversou com alguns deles, uma moradora, que se identificou apenas como Edna, disse que chegou a ouvir os gritos de uma das vítimas no momento em que Lucas entrou no apartamento. Os relatos são de insegurança e preocupação com a possibilidade de o lutador voltar a circular pelo prédio.
O homem foi preso nesta sexta-feira (06) e ainda deve passar por audiência de custódia. Lucas foi preso em flagrante, mas chegou a ser liberado.
Depois da análise de imagens de câmeras de segurança e dos depoimentos das vítimas, a Justiça autorizou uma nova prisão, desta vez por tentativa de feminicídio. O delegado Álvaro de Oliveira, que está responsável pelo caso, disse que o Lucas já tinha demonstrado um comportamento antissocial e tido algumas desavenças com moradores do prédio.
Segundo as investigações, o lutador iniciou uma discussão dentro do próprio apartamento e, em seguida, passou a invadir outras unidades do prédio. Pelo menos três mulheres foram agredidas.
Uma delas foi atacada dentro do elevador. Imagens das câmeras de segurança mostram o homem derrubando a vítima com um golpe conhecido como mata-leão e desferindo uma sequência de socos e cotoveladas.
A agressão durou cerca de três minutos. Entre as vítimas está uma idosa de 65 anos, que foi agredida dentro do próprio apartamento e segue internada com traumatismo craniano.
Outra mulher, espancada no elevador, recebeu alta hospitalar. Durante a abordagem policial, Lucas resistiu à prisão e tentou tomar a arma de um policial militar.
Os agentes atiraram nas pernas dele. O lutador foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, recebeu atendimento médico e teve alta no mesmo dia.
A Polícia Civil também investiga se o crime foi motivado por misoginia. Segundo a polícia, o homem já tinha passagens por lesão corporal e fuga de trânsito.
CBN