Com apoio de 50 voluntários, Jóquei Clube faz força-tarefa para resgatar acervo histórico e reorganizar patrimônio

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Fonte da notícia: Jornal Opção Jornal Opção

Antes mesmo de uma definição sobre a disputa judicial envolvendo sua sede, o Jóquei Clube de Goiás deu início, nesta semana, a um amplo trabalho de recuperação institucional. No processo, um grupo formado por 50 profissionais voluntários iniciou uma força-tarefa para catalogar documentos, troféus e registros históricos da entidade, além de promover a organização dos imóveis administrados pelo clube.

O trabalho foi encerrado neste sábado, 7, com um mutirão de limpeza. A iniciativa integra o programa Jóquei em Ação, que reúne engenheiros, arquitetos, administradores, contadores, advogados e publicitários com a missão de auxiliar na recuperação patrimonial e administrativa da instituição.

Entre as primeiras medidas previstas estão a digitalização do acervo e a preservação da memória histórica do clube. O trabalho faz parte dos esforços para a retomada das atividades da entidade, conforme adiantado pelo Jornal Opção no dia 4 de novembro.

Operação de limpeza no Jóquei | Foto: Divulgação / Times Comunicação Segundo a presidente Nivea de Paula, o trabalho começou pela documentação e pelos itens históricos acumulados ao longo das décadas.

Ela afirma que a entidade possui recursos limitados e pretende priorizar ações de organização e preservação. “Estamos fazendo o máximo com o mínimo.

Vamos começar pela parte documental, catalogar todos os troféus, todas as memórias que existem ali e todos os documentos. Precisamos preservar a essência de tudo que está ali”, disse.

A diretoria, paralelamente ao trabalho de recuperação, pretende reabrir gradualmente alguns espaços da sede para atividades esportivas e culturais. Entre os projetos analisados está a realização de um carnaval de blocos em 2027, como forma de resgatar uma tradição histórica da capital e ampliar o uso do espaço pela população.

Enquanto isso, segue na Justiça o processo de desapropriação da área movido pela Prefeitura de Goiânia. O caso aguarda uma perícia para definir o valor do imóvel.

A associação sustenta que ainda existem controvérsias sobre a indenização e sobre débitos tributários que o município pretende compensar durante o processo. O Hipódromo da Lagoinha, diferentemente da sede principal, permanece em funcionamento.

A administração concluiu reparos após um incêndio recente, realiza melhorias na estrutura e busca parceiros interessados em instalar um restaurante com vista para a pista de corridas. A atual gestão, mesmo sem previsão para o desfecho da disputa judicial, afirma que continuará os trabalhos de reorganização do patrimônio e a preparação de atividades que permitam a retomada gradual da presença do Jóquei Clube na vida esportiva e cultural de Goiânia.

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