Os juros futuros exibem queda firme no começo do pregão desta terça-feira, devolvendo uma pequena parte do avanço expressivo das taxas na sessão de ontem, quando o mercado corrigiu os preços para refletir uma nova perspectiva para o quadro macroeconômico após a surpreendente reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Hoje, o dia é de correção de excessos enquanto os investidores aguardam as primeiras sinalizações do novo governo e os nomes que irão compor cargos importantes para o mercado financeiro, em especial quem chefiará o Ministério da Fazenda a partir de 2027. Por volta de 9h20, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2028 recuava de 14,825%, do ajuste de ontem, para 14,57%; a do DI de janeiro de 2029 cedia de 15,225% a 14,945%; e a do DI de janeiro de 2031 anotava forte queda de 15,28% para 15,015%.
O alívio das taxas é apoiado pelo anúncio de mais um leilão de recompra de NTN-Bs (títulos da dívida pública atrelados à inflação), cujas condições ainda serão divulgadas pelo Tesouro Nacional. Ontem, o órgão já havia recomprado R$ 14,81 bilhões em NTN-Bs e NTN-Fs (papéis prefixados de longo prazo.
Na agenda do dia, destaque ara a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na coletiva de imprensa de apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira da autarquia a partir de 11h00. Com a reeleição de Lula, o mercado passou a projetar uma Selic parada no atual nível de 13,75% ao menos até o fim do ano, o que interromperia o ciclo de cortes em curso do BC.
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