Uma jovem de 24 anos foi morta ao ser baleada na noite da última terça-feira (27), próximo a uma propriedade rural, às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina (SP). A Polícia Civil investiga o crime como feminicídio.
A vítima, identificada como Priscila Lacerda Custodio, mantinha um relacionamento há quase quatro meses com o suspeito, apontando como o pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos. Segundo testemunhas, a mulher havia relatado agressões e ameaças feitas pelo parceiro, com quem queria terminar a relação.
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Bolelli fugiu depois do disparo, dado durante uma discussão com Priscila, e é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Pedregulho (SP). A jovem, que é natural de Perdizes (MG) e empresária, viajou até Rifaina para devolver uma caminhonete do pecuarista que estava com ela.
Temendo a reação do homem durante o encontro, ela foi acompanhada do irmão e de uma amiga. Priscila foi socorrida e levada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência ao qual o g1 teve acesso, a discussão teve início por causa de um aparelho celular e com acusações de ciúmes. À polícia, o irmão de Priscila relatou a ter ouvido afirmar que queria ir embora e que não desejava manter o relacionamento.
Pecuarista João Roberto Bolelli é suspeito de morte de empresária Reprodução / EPTV
Durante a briga, Bolelli sacou a arma e atirou em Priscila. Segundo testemunhas, o suspeito também apontou a arma na direção do irmão da jovem, que se desvencilhou.
O pecuarista usou a própria caminhonete, que havia acabado de ser devolvida, para fugir do local. Até esta publicação, ele segue sendo procurado.
A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Bolelli, que foi aceito pela Justiça de Pedregulho (SP) na quarta-feira (28), dia seguinte ao crime. Ao g1, a defesa de João Roberto Bolelli informou que analisa o caso e que ainda não teve contato com o investigado.
Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil, que já começou a ouvir testemunhas e recolher provas, como o celular que a jovem usada, a ser periciado. Durante a discussão, Bolelli teria exigido a devolução desse telefone, alegando que ele havia fornecido para ela, mas Priscila respondeu que antes deveria receber de volta o próprio aparelho de celular.
Segundo depoimentos do irmão e da amiga de Priscila, ela pediu que eles a acompanhassem até a propriedade porque temia o reencontro com Bolelli. A amiga da jovem contou que o casal tinha um relacionamento esporádico desde julho deste ano, cerca de quatro meses, e que na última sexta-feira (23), Priscila relatou ter sido agredida pelo pecuarista.
Ela afirmou que viu as lesões apresentadas pela jovem. Além disso, Priscila ainda teria relatado que havia sido ameaçada por Bolelli a ser baleada, e que haviam pessoas a monitorando em Minas Gerais.
Ele ainda teria episódios de ciúmes, acusando a jovem de estar num relacionamento com outro homem. A amiga a acompanhou dirigindo outro carro para que pudesse a auxiliar no retorno a Perdizes.
O irmão de Priscila contou que ao ser chamado para acompanhá-la na viagem para a devolução do carro, durante a ligação, ela demonstrava estar apreensiva, o que passou a impressão de que ela poderia estar sendo intimidada ou ameaçada.
O Globo