José de Abreu fala da novela 'Por você', de série da Netflix e de posts virais nas redes 

José de Abreu fala da novela 'Por você', de série da Netflix e de posts virais nas redes  - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

No ar em "Por você" como Próspero, um dono de pastelaria rabugento, José de Abreu conta que está matando a saudade de fazer comédia: Entrevista: José de Abreu fala da venda de seu apartamento em Paris e da desistência em entrar para a política

E mais: Vannessa Gerbelli fala da peça 'Confissões de adolescente' e conta como foi fazer par com o ex-sogro Reginaldo Faria em filme — É muito gostoso.

Eu sou descendente de italiano, falo italiano bem. Eu não fazia comédia desde "Você decide".

Isso foi nos anos 1990. Então, estou me soltando na novela.

O diretor, André Câmara, fez umas gravações esses dias e falou: "Zé, solta a franga". Os autores (Dino Cantelli e Juliana Peres) também.

E eles me autorizaram a colocar caco (inserir texto que não está no roteiro original). Na trama, Próspero tem uma grande rivalidade com Clemente (Antônio Pitanga).

Os dois disputam o coração de Melinda (Inês Peixoto): — Eu acho que o Próspero leva a melhor.

Agora, ele e Clemente só devem fazer as pazes de verdade no último capítulo (risos). Senão perde o sentido.

Eles são dois velhos rabugentos. Além da novela, o ator poderá ser visto na série "Dom de iludir", da Netflix, a partir da próxima quarta-feira (28).

— Meu personagem é o pai da Nanda Costta. Ele tem duas filhas e duas netas.

É um cara muito ligado à família e amoral. Não tem limites em função do dinheiro.

Ele cuidou delas desde cedo, ficou viúvo muito cedo. Mas ele não tem o menor pudor em usá-las para fazer seus negócios.

Não tem nada a ver com o Próspero. Vai ser bom quando os dois estiver no ar ao mesmo tempo, porque as pessoas vão poder comparar o meu trabalho.

E ainda tem o Nilo na reprise de "Avenida Brasil" — diz ele, que pretende assistir a "Avenida Brasil 2" no ano que vem. Este mês, Abreu vem chamando a atenção nas redes sociais por conta de postagens cobrando posicionamento político dos colegas atores.

Ele diz que se diverte com os memes e que não fez os posts com o intuito de viralizar: — Jamais imaginei, mas a internet é assim.

Eu estou com 45 milhões de visualizações no X, no geral. Só nos últimos dias foram 41 milhões.

No Instagram, um só post meu deu quatro milhões. Eu nunca tive números assim na vida.

Em toda manifestação, alguém me manda foto de algum cartaz que tem a minha foto lá no meio. Todo mundo me pede para gravar vídeo perguntando: "E não vai lutar contra o fascismo?" (frase que ele usa nos posts).

O ator conta que, até o momento, nenhum colega chegou a reclamar seriamente de suas postagens: — A Giovanna Ewbank falou: "Zé, parece que você não me conhece".

Eu falei para ela: "É meme, claro que eu te conheço". Eu fiquei super amigo do Bruninho (Gagliasso) quando fizemos "Joia rara".

Ele é muito gente boa, um coração maravilhoso. Muitos jovens me falaram: "Pede para o Shawn Mendes, ele está morando no Brasil, a Bruna Marquezine já se declarou".

Mas agora eu parei um pouco. Eu acho que quem não se decidiu até agora...

Também nos últimos dias, Abreu chamou a atenção no X por outro motivo. O ator deixou seu comentário em uma postagem que relembrava uma declaração de Maria Zilda Bethlem sobre ele ter mau hálito durante as gravações de "Bebê a bordo", em 1988.

Ela falou em "cheiro de cigarro, bebida e suor": — Ela dizia que eu obrigava os contrarregras a me darem cachaça na boca, porque eu estava amarrado numa árvore (numa cena da novela).

Todo mundo sabe que, por segurança, quando eles (a equipe) amarram, é fingimento. Eles enrolam a corda na tua mão.

Se eu quisesse beber, eu tirava a mão da corda e ia pegar a bebida. Coisa de doido.

Ainda mais vindo dela, que usava drogas o tempo inteiro. Ela atrapalhou muito as gravações de "Bebê a bordo".

E vem falar do meu hálito? Olha para a tua barriga. Eu fico chateado porque agora todos os haters vêm com essa história de boca suja, mau hálito.

TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Ao comentar no tal post, Abreu afirmou que ele e Maria Zilda tiveram "um caso tórrido" anos antes de "Bebê a bordo":

— Fomos fazer "A intrusa" (filme de 1979) em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e ficamos dois meses lá. Depois a gente manteve.

Ela nunca reclamou. Tivemos mesmo um caso tórrido, ela já confessou isso.

Eu era casado. Ela, não.

Eu fui casado com a Nara Keiserman (atriz que foi Daisy na primeira versão de "Vale tudo") por 20 anos e, numa certa época, foi um casamento mais aberto. Era uma época de tentar novas maneiras de relacionamento.

Eu beijei todas as atrizes famosas da Globo, nunca reclamaram do meu hálito. Nenhuma namorada ou esposa reclamou do meu hálito.

Abreu também viveu um romance com Vera Fischer: — Não foi namoro, foi um caso rápido, quando eu tinha 50 anos.

Eu saí de um casamento de 20 anos e entrei em outro, de dez. Eu casei muito cedo.

Com a primeira esposa, eu casei com 22 anos. Quando eu fiz 50, estava morando no Leblon (na Zona Sul do Rio), de frente para a praia, famoso pra caramba, pegando papéis ótimos.

Foi uma fase também que tinha muita festa no Rio. As mulheres estavam em uma fase de fazer o que queriam.

Era uma revolução.

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