O governador de Santa Catarina Jorginho Mello (PL) subiu o tom contra o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) durante o debate da TV Globo na noite desta terça-feira, acusando o adversário de ter sido pego "assistindo vídeo de pornografia na hora do trabalho" na Câmara dos Deputados em 2015. Em busca da reeleição e com expectativa de vencer ainda no primeiro turno, o postulante do PL registrou 54% das intenções de voto na rodada da Quaest divulgada na semana, enquanto Rodrigues tem 13%.
— Eu acho que quem deveria prestar um pouquinho de atenção à sua família é o senhor, que deveria respeitá-los um pouquinho. Isso porque, em 27 de maio de 2015, o senhor foi pego pela mídia nacional vendo vídeos de pornografia na hora do trabalho na Câmara dos Deputados. O senhor tem duas filhas e uma esposa e acho que deveria respeitá-las mais — disse Jorginho.
Durante o debate, o governador também negou que, durante a campanha, tenha direcionado ataques diretos para a família do adversário ao lembrar sobre o período em que Rodrigues foi preso em 2018, quando ele exercia o mandato de deputado federal e foi condenado pelos crimes de fraude a licitação durante o período em que foi vice-prefeito de Pinhalzinho na década de 1990.
O episódio passou a figurar nos programas eleitorais de Jorginho nesta semana, a última antes do primeiro turno. Após a veiculação das inserções, a mulher do ex-prefeito também reagiu nas redes sociais com um vídeo, no qual comparou a situação vivida por ele na época com a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
— João foi vítima por enfrentar o sistema. Sofreu uma prisão pelo STF em 2018 por uma injustiça muito grande. Essa ferida não cura. Foram colocadas essas imagens no programa eleitoral do Jorginho. Então foi um gatilho muito forte, que a gente começa a relembrar de tudo que nós passamos — afirmou Fabiana.
O Globo