Jogador da NFL Billy Ray Smith Jr. morre aos 64 anos; família atribui demência à doença ligada ao futebol americano

Jogador da NFL Billy Ray Smith Jr. morre aos 64 anos; família atribui demência à doença ligada ao futebol americano - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O jogador da NFL Billy Ray Smith Jr. morreu na quarta-feira (29), aos 64 anos, após uma longa batalha contra a demência que, segundo a família, foi causada pela encefalopatia traumática crônica (ETC), doença cerebral associada a impactos repetitivos na cabeça. Entenda: Ex-jogadora de futebol universitário é encontrada morta em praia da Califórnia um mês após ficar noiva Surfista britânico desaparece durante travessia de stand-up paddle em Portugal "É com profunda tristeza que comunicamos a perda de nosso amado Billy Ray Smith Jr., que faleceu em paz, cercado por sua família. Billy Ray enfrentou sua longa jornada com demência causada pela CTE com bravura, dignidade e força incomparáveis", afirmou a família em comunicado divulgado nesta semana. A nota ainda destacou que o ex-jogador "deixa um vazio insubstituível" e agradeceu as manifestações de apoio recebidas. Do campo à televisão Embora os familiares tenham atribuído a demência à encefalopatia traumática crônica, não foi informado se Smith recebeu um diagnóstico oficial da doença. De acordo com o Centro de ETC da Universidade de Boston, a enfermidade só pode ser confirmada após a morte, por meio da análise do tecido cerebral. A instituição também aponta que o risco de desenvolver a doença aumenta com o tempo de exposição aos impactos na cabeça durante a prática esportiva. Smith defendeu o San Diego Chargers durante toda a sua carreira na NFL, entre as décadas de 1980 e 1990. Em 126 partidas, acumulou 26,5 sacks, 15 interceptações e 13 fumbles forçados, desempenho que lhe garantiu uma vaga no Time do 50º Aniversário da franquia. Após deixar os gramados, tornou-se comentarista esportivo da emissora KGTV, em San Diego. A morte reacende o debate sobre os efeitos neurológicos do futebol americano profissional. Casos como o do ex-defensor Junior Seau, também ex-Chargers e diagnosticado com ETC após seu suicídio em 2012, e o do ex-jogador Jordan Devey, cuja família acreditava que ele sofria da doença antes de morrer, reforçam as preocupações sobre as consequências dos traumas repetitivos sofridos ao longo da carreira. Smith deixa a esposa, Kimberly, e a filha, Savannah.

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