A quinta-feira (10) foi movimentada nas Repúblicas Independentes do Arruda. O Conselho Deliberativo do Santa Cruz se reuniu em reunião extraordinária para discutir o repasse das ações do grupo de investimento da SAF, saindo a Cobra Coral Participações S.A e entrando a Matix Capital, ação que foi aprovada pelos conselheiros para levar adiante a administração do futebol profissional.
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Em resumo, a Matix Capital adquiriu todas as ações da Cobra Coral S/A. Ou seja, 90%, enquanto os outros 10% permanecem com o clube como associação. Dessa forma, segue o modelo proposta de uma receita total de R$ 1 bilhão em até 15 anos. Além disso, vale relembrar que o aporte imediato era um dos condicionadores para o acerto com o novo grupo. Segundo informações divulgadas pelo presidente Bruno Rodrigues, R$ 11 milhões ainda em 2026, para quitação de débitos e reformas mais urgentes no estádio do Arruda.
Mas antes da apresentação formal do novo grupo, o ex-investidor Iran Barbosa, um dos principais nomes da 'SAF dos mineiros', entrou com ação extrajudicial para impedir a reunião, o pedido entrou em pauta, mas os advogados dos clube deram continuidade ao momento. Iran argumenta que a operação não foi concluída entre as duas partes.
O presidente do executivo, Bruno Rodrigues, e o advogado do clube, Lucas Cavalcanti, tomaram a palavra e deram início na reunião. Alguns conselheiros chegaram a pedir que a Comissão Fiscal observasse a proposta do Grupo Matix Capital por mais tempo, mas a sugestão foi superada em votação no local.
Apresentações Em seguida, Thairo Arruda, novo CEO da SAF tricolor, iniciou comentando sobre a atual saúde financeira do clube e o lastro do grupo de investidores.
No mesmo momento, Paraj Tyle, investidor estrangeiro também foi apresentado e representou o irmão Sheel Tyle, estadunidense que é um dos co-propietários do Portland Trail Blazers, tradicional equipe da NBA, principal liga de basquete dos Estados Unidos. A família Tyle possui diversos investimentos, principalmente no setor imobiliário, com investimentos nas mais diferentes partes do mundo, inclusive, no Brasil.
Esses não seriam os únicos investidores estrageiros, informações dão conta de que financiadores da Itália e Alemanha também participarão do projeto. As ações seriam divididas e não existiria um 'super' investidor, alguém que deteria a maior porção do todo.
Nesta sexta-feira (11), os investidores e o presidente Bruno Rodrigues possuem uma agenda com uma visita à juíza responsável pela Recuperação Judicial, pela manhã. Vale salientar que será a Justiça a responsável por validar a operação. Em seguida, partir das 12h, o grupo terá uma roda de conversa com a imprensa para apresentar o projeto e responder possíveis dúvidas.
Folha de Pernambuco