Um fóssil de Nanotyrannus, dinossauro considerado parente do Tyrannosaurus rex (T. rex), será leiloado nesta terça-feira (27), em Nova York, nos Estados Unidos.
Apelidado de Jodi, o esqueleto tem cerca de seis metros de comprimento e pode alcançar milhões de dólares, em uma venda que chama a atenção pela raridade do exemplar. 'Viciada em dopamina': Repórter de ELA faz relato sobre o desafio de viver experiências sem postar nas redes
Achado! Colecionador compra 34 kg de LEGO usado por R$ 1 mil e encontra navio raro de Piratas do Caribe O fóssil foi exposto na sede da casa de leilões Sotheby's, em Manhattan, responsável pela negociação, antes de ser colocado à venda.
A estimativa divulgada pela empresa para a peça varia entre US$ 6 milhões e US$ 9 milhões, isto é, entre R$ 32 milhões e R$ 48,3 milhões, de acordo com a cotação atual. O esqueleto foi descoberto em 2019 pela pecuarista Jodi Pierson, em uma propriedade particular na região de Hell Creek, no estado de Montana, nos EUA.
O exemplar recebeu o nome em homenagem a ela, e foi escavado naquele mesmo ano. Com aproximadamente seis metros de comprimento, considerando a medida do nariz até a cauda, o Nanotyrannus é menor que um T.
rex adulto, apresenta braços mais longos, garras maiores e dentes mais estreitos. O esqueleto ainda conta com um fêmur (osso na região da coxa) de aproximadamente 85 centímetros e um úmero (osso superior do braço) de aproximadamente 37 centímetros.
O exemplar Jodi conserva um crânio quase completo, contando com 53 ossos, e cerca de 35 dentes. Os dados são da descrição apresentada pela casa de leilões em seu site oficial.
A espécie esteve no centro de um debate científico que durou décadas, lembra o site Popular Science. Durante muito tempo, pesquisadores discutiram se os fósseis atribuídos ao Nanotyrannus pertenciam, na verdade, a exemplares jovens de T.
rex. Um estudo divulgado em 2025 concluiu que se tratava de um gênero distinto, formado por indivíduos adultos que coexistiram com o famoso tiranossauro.
A confirmação de que o Nanotyrannus era um gênero próprio ampliou a compreensão sobre os predadores que viveram na América do Norte durante o período Cretáceo, há cerca de 67 milhões de anos. A análise dos fósseis identificou diferenças anatômicas entre os dois dinossauros, incluindo o tamanho dos membros e o formato dos dentes.
O leilão também ocorre em meio a debates sobre a venda de fósseis importantes para colecionadores particulares. Enquanto defensores desse mercado argumentam que a atuação de escavadores privados contribui para a descoberta e a preservação de exemplares, de outro lado, críticos, entre eles a Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, defendem que peças relevantes para a ciência permaneçam em museus e instituições públicas, onde possam ser estudadas e vistas pelo público, destacou a AP.
O Globo