JD Vance diz que Irã está 'se mobilizando desesperadamente' e pede para que se preparem para a força

 

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O vice-presidente americano, JD Vance, foi às redes sociais para reforçar as ameaças contra o Irã, durante a escalada do conflito nesta terça-feira. O republicano ressaltou que as negociações estão quentes, ao publicar um vídeo da emissora Fox News, alinhada ao governo de Donald Trump. Vance, no entanto, mostrou que não sabe o que acontecerá com o país ao fim do prazo estabelecido por Trump para que o Irã faça um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passavam um quinto do petróleo comercializado no mundo, até o início do conflito.

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"O Irã está se mobilizando nos bastidores, tentando desesperadamente evitar as consequências de 47 anos de agressão. O tempo está se esgotando. Rezem pela paz, mas preparem-se para a força", escreveu ele, em sua conta no X, referindo-se à Revolução Iraniana e à tomada do poder pelo regime dos aiatolás. "A poucas horas do prazo final das 20h (21h, no horário de Brasília), o presidente Trump acaba de confirmar que está em "negociações quentes" com o regime iraniano. Trump tem todas as cartas. Só ele sabe exatamente qual é a situação atual e o que acontecerá a seguir".

Nesta terça-feira, o conflito no Oriente Médio teve uma escalada que ainda não havia sido vista, desde que Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques ao país persa. Durante a manhã, Trump escreveu que 'uma civilização inteira vai morrer esta noite', em publicação nas redes sociais. O mandatário de Washington também disse que poderia destruir todas as pontes do Irã em questão de horas e reduzir todas as usinas de energia a escombros, além de ameaçar "apagar o país do mapa".

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Em resposta, o embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, disse que as ameaças feitas por Trump “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar "medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.

Após o novo ultimato, o Paquistão, mediador na guerra, pediu a Trump que aumentasse o prazo em duas semanas, para que os iranianos fechassem um acordo. O apelo foi feito diretamente pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que também pediu a reabertura da rota marítima ao regime iraniano. O Exército de Israel, por sua vez, alertou para um possível "aumento nos ataques de mísseis" do Irã contra o país e apelou à população para que ficasse vigilante.

O dia ainda foi marcado ainda pelo veto de Rússia e a China a uma resolução de autoria do Bahrein, no Conselho de Segurança da ONU, que incentivava esforços defensivos e coordenados para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.

Ataques à Ilha Kharg

Durante a manhã, o Irã foi atingido por ataques contra a Ilha Kharg, polo estratégico do setor petrolífero do país. Trump ainda prometeu bombardear instalações de eletricidade, pontes e outros alvos essenciais não militares, onde jovens iranianos fizeram correntes humanas horas depois.

As ameaças de Trump confirmam uma escalada retórica que se consolidou nos últimos dias de conflito com o ultimato do presidente americano ao Irã. Adotando um tom agressivo e com viés religioso em algumas de suas mensagens, o republicano afirmou que atacaria alvos civis em território iraniano, incluindo pontes, infraestrutura do setor elétrico, entre outros. No sábado, quando mudou o prazo final para um acordo ou reabertura unilateral do Estreito de Ormuz, afirmou que desataria "todo o inferno" sobre o país.