Após demonstrar maturidade na estreia do Masters 1000 de Monte Carlo, João Fonseca busca seguir em evolução contra francês
Após "cair atirando" para Carlos Alcaraz (1º) e Jannik Sinner (2º) em Miami e Indian Wells, nos Estados Unidos, João Fonseca (40º) se despediu da quadra dura e deu início à gira de saibro no Masters 1000 de Monte Carlo, em Mônaco. Apesar da troca de piso causar normalmente dificuldades de adaptação, o brasileiro de 19 anos venceu com autoridade — parciais de 6/2 e 6/3 — o canadense Gabriel Diallo (36º), na última segunda-feira, em sua estreia no torneio. Para seguir em ascensão, o jovem tenista desafia nesta quarta-feira, por volta das 8h (de Brasília), o francês Arthur Rinderknech (27º).
A primeira apresentação de João em Monte Carlo deu sinais promissores sobre a sua evolução dentro de quadra. Além de passar facilmente diante de um adversário mais bem ranqueado, o brasileiro se destacou em dois aspectos que faltaram na temporada passada: paciência e solidez. Para Sylvio Bastos, comentarista da ESPN Brasil, o desempenho na estreia foi uma clara demonstração de amadurecimento no circuito.
— O João está entendendo melhor o seu tamanho e o seu papel. Ele também percebe o quanto os adversários o respeitam e já não vêm para cima de forma tão alucinada, mas tentam encontrar o melhor momento para enfrentá-lo. Aos poucos, reconhecem que ele está evoluindo e, principalmente, tendo mais paciência na construção dos pontos, sem a pressa que marcou seu jogo ao longo do ano passado. Está amadurecendo para jogar bem em qualquer piso — destaca Sylvio.
Além disso, ele considera que Rinderknech tem um estilo de jogo parecido com Diallo por saber definir os pontos, principalmente na quadra dura, mas saca melhor do que o canadense, o que reforça a importância de João defender bem na devolução. Se avançar, o brasileiro enfrentará o russo Daniil Medvedev (10º) ou o italiano Matteo Berrettini (90º).
