Jardins do Palácio Guanabara serão abertos ao público com entrada gratuita; saiba como visitar

Jardins do Palácio Guanabara serão abertos ao público com entrada gratuita; saiba como visitar - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Os jardins do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, serão abertos ao público a partir de 7 de novembro. As visitas serão gratuitas e acontecerão aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h, mediante inscrição prévia pela internet.

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O passeio permitirá conhecer o conjunto paisagístico da antiga residência da Princesa Isabel e do Conde d’Eu. Entre os destaques estão o chafariz de Netuno, esculturas que representam as estações do ano e palmeiras imperiais.

Como visitar os jardins do Palácio Guanabara? Chafariz de Netuno, composto por uma estátua do deus romano dos mares, representado com um tridente, cercado por crianças montadas em delfins

Divulgação/Carlos Magno A inscrição deverá ser feita pelo site jardimpalacio.rj.gov.br.

Haverá três turnos de visitação: das 10h às 12h, das 12h às 14h e das 14h às 16h. Cada período terá capacidade para até 25 pessoas, totalizando 75 visitantes por dia.

A circulação será livre, sem roteiro obrigatório ou acompanhamento de guia, respeitando as orientações de segurança e os limites de acesso estabelecidos para preservar o espaço. Segundo o governo estadual, a visitação poderá ser suspensa por compromissos oficiais, visitas de autoridades, operações de segurança, condições meteorológicas adversas, manutenção, emergências ou necessidade de preservação.

O que o público poderá conhecer? Vista aérea do Palácio Guanabara e seu jardim; ao lado, parte da sede do Fluminense Football Club

Divulgação/ Carlos Magno O projeto paisagístico dos jardins é atribuído ao francês Paul Villon e data do início do século XX.

O espaço tem traçado geométrico, com canteiros, gramados e flores e combina referências do paisagismo francês com elementos de inspiração romântica. O chafariz de Netuno é formado por uma estátua do deus romano dos mares, representado com um tridente, cercada por crianças montadas em delfins.

A obra é atribuída ao escultor francês Gabriel Dubray e foi produzida pela Fundição Val d’Osne, referência na fabricação de peças artísticas em ferro fundido no século XIX. Vasos ornamentais de terracota, decorados com cenas da mitologia de Baco, e quatro esculturas que representam as estações do ano foram incorporados aos jardins na reforma de 1920.

A vegetação inclui palmeiras imperiais e árvores frutíferas originárias de outras regiões do mundo, como mangueiras, jambeiros e jaqueiras. O palácio foi construído em 1853 como residência particular e adquirido pela família imperial em 1864.

Reformado para abrigar a Princesa Isabel e o Conde d’Eu, passou a ser conhecido como Paço Isabel. Segundo o governo, o casal promoveu intervenções nos jardins, com o plantio de espécies exóticas e de uma dupla fileira de palmeiras imperiais ao longo da Rua Paissandu, que ligava a residência à região da Praia do Flamengo.

Em 1890, o imóvel foi incorporado ao patrimônio da União e recebeu o nome de Palácio Guanabara. Antes de se tornar sede do governo estadual, abrigou instalações militares e residências oficiais de presidentes da República.

Quais são as regras de acesso? A entrada de animais de estimação será proibida, com exceção de cães-guia.

Também não será permitido ingressar com armas, bebidas alcoólicas, drogas, produtos inflamáveis, equipamentos de som, drones sem autorização, objetos recreativos, mesas, cadeiras, cavaletes, garrafas de vidro, bandeiras, mastros e galhardetes. Durante o passeio, os visitantes não poderão fumar, coletar plantas ou escalar árvores, monumentos e estruturas ornamentais.

As normas também proíbem comércio ambulante, manifestações políticas e circulação com trajes de banho ou sem camisa.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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