Japão abrirá dados bancários a pesquisadores para promover políticas baseadas em evidências

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Fonte da notícia: Valor Valor

O Japão planeja disponibilizar dados detalhados do setor bancário a pesquisadores externos já neste ano fiscal, apurou o “Nikkei Asia”, permitindo que analisem informações de grandes instituições financeiras na tentativa de identificar riscos ocultos e aprimorar a regulação e a supervisão financeira.

A Agência de Serviços Financeiros (FSA) disponibilizará um banco de dados operado em conjunto com o Banco do Japão (BoJ), contendo informações de supervisão sobre os bancos. A agência finalizou recentemente as diretrizes que regem projetos de pesquisa conjuntos com universidades e outras instituições.

As autoridades coletam dados gerenciais e financeiros de cerca de 100 instituições, incluindo grandes bancos nacionais e regionais, com informações detalhadas sobre empréstimos armazenadas no banco de dados desde o ano fiscal de 2022. O BoJ coleta informações separadamente por meio de suas próprias inspeções.

O banco de dados contém informações sensíveis, incluindo saldos devedores individuais de empresas, taxas de empréstimo e classificações de risco dos tomadores. Documentos de suporte que embasam esses registros também são mantidos, tornando o banco de dados um repositório de informações extremamente abrangente.

Pesquisadores poderiam utilizar os dados para analisar como a alta das taxas de juros afeta os riscos de inadimplência em financiamentos imobiliários ou para avaliar a situação financeira de empresas que receberam empréstimos com garantia estatal e juros efetivamente zerados durante a pandemia de coronavírus. Tendências de crédito também poderiam fornecer sinais precoces de mudanças econômicas em regiões específicas.

O acesso ao banco de dados será restrito a computadores localizados nas instalações da FSA. Os pesquisadores estarão sujeitos a rigorosas exigências de confidencialidade.

Artigos e outras publicações baseados nos dados passarão por uma triagem antes da divulgação, com a anonimização dos nomes de bancos e empresas. Especialistas externos ajudarão a determinar quais informações podem ser divulgadas publicamente.

As autoridades também planejam conceder acesso a determinados dados de negociação de títulos e outras informações de mercado coletadas para o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), o órgão internacional que coordena a regulação entre as principais economias.

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