A atriz e ex-apresentadora Janaína Barbosa morreu aos 48 anos, na última terça-feira (3), após sofrer uma reação anafilática provocada por um medicamento de uso esporádico, segundo Camila Avesani, amiga da artista desde os 12 anos. Conhecida por apresentar o programa "TV Fama", da RedeTV!, ao lado de Nelson Rubens, Janaína não estava doente, de acordo com a amiga.
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Mesquita lamentou a morte da ex-mulher em entrevista à Quem. Os dois se casaram em 2002 e encerraram a relação em 2007.
— Lamento profundamente o que houve com Janaína, que eu respeito! Mando um forte abraço a ela! Que Deus a receba com carinho eterno — declarou o apresentador. Carreira na televisão
Janaína ganhou notoriedade ao assumir a apresentação do "TV Fama", programa dedicado ao universo das celebridades e aos bastidores do entretenimento. Na atração da RedeTV!, dividiu a bancada com Nelson Rubens no início dos anos 2000.
Além do trabalho como apresentadora, ela investiu na carreira de atriz. Em 2008, integrou o elenco de "Casos e Acasos", série exibida pela Globo.
Também participou de produções cinematográficas, como "Bochincho — O Filme" (2020) e "Anita" (2023). A artista também teve ligação com o carnaval carioca.
Ela foi musa da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, no Rio de Janeiro. Vida pessoal
Depois do fim do casamento com Otávio Mesquita, Janaína se casou com o empresário Felipe Faria, em novembro de 2010. A cerimônia ocorreu na Ilha de Comandatuba, na Bahia.
O casal teve dois filhos, Bernardo e Frederico. Nos últimos anos, a ex-apresentadora manteve uma vida mais reservada e se afastou da exposição frequente na televisão e nas redes sociais.
A morte provocou manifestações de pesar de pessoas próximas. Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega, publicou uma homenagem à artista nas redes sociais.
— Sem palavras para descrever o que eu estou sentindo, literalmente sem chão. Ainda sem acreditar em tudo isso… Te amo muito! Você fará falta, muita falta em nossas vidas — escreveu.
Choque anafilático De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a anafilaxia ocorre quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a uma determinada substância.
A resposta pode afetar simultaneamente diferentes partes do organismo, como a pele, os sistemas respiratório e digestório e o sistema cardiovascular. A condição é considerada uma emergência médica porque pode progredir rapidamente.
Apesar da gravidade, a maioria dos episódios pode ser revertida quando identificada e tratada adequadamente. A reação pode ser desencadeada por diferentes substâncias, entre elas medicamentos, alimentos e venenos de insetos.
A gravidade depende de fatores como a intensidade da resposta do organismo e a rapidez com que o tratamento é iniciado. Os sintomas podem variar de acordo com a pessoa e a intensidade da reação.
Segundo a ASBAI, a pele é o sistema mais frequentemente afetado, mas as manifestações também podem atingir a respiração, a digestão e a circulação sanguínea. Entre os principais sinais estão:
Pele: coceira generalizada, vermelhidão, urticária e inchaço. Sistema respiratório: falta de ar, tosse, chiado no peito, sensação de aperto na garganta e dificuldade para respirar.
Sistema digestório: dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia. Sistema cardiovascular: tontura, fraqueza, queda da pressão arterial, alterações dos batimentos cardíacos e desmaio.
Um aspecto importante é que a ausência de manifestações na pele não descarta a anafilaxia. Segundo a ASBAI, cerca de 10% das reações podem ocorrer sem alterações cutâneas.
A suspeita de anafilaxia exige atendimento médico imediato. A reação pode avançar em pouco tempo, mesmo quando os primeiros sintomas parecem leves.
Diante de sinais como dificuldade para respirar, inchaço na garganta, tontura intensa ou desmaio após a exposição a uma possível substância desencadeante, é necessário acionar o serviço de emergência. No Brasil, o Samu atende pelo número 192.
O Globo