Jaguar Land Rover cortará 4 mil empregos diante da queda nas vendas, diz The Times

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Jaguar Land Rover, maior montadora do Reino Unido, deve cortar 4 mil postos de trabalho nos próximos dois anos, enquanto enfrenta a disparada dos custos, a forte queda nas vendas e os efeitos das tarifas americanas, segundo o jornal The Times. Crise: Volkswagen aprova plano para cortar mais 50 mil empregos em ampla reestruturação Na indústria automobilística alemã: número de trabalhadores é o menor em 20 anos Os funcionários foram avisados no fim da sexta-feira de que deveriam esperar o anúncio do programa de demissões, previsto para segunda-feira, de acordo com o The Times. Em comunicado à Bloomberg, a empresa afirmou que está lançando um programa de demissão voluntária, com o objetivo de economizar cerca de 1,7 bilhão de libras (US$ 2,3 bilhões ou R$ 11,8 bi) ao longo de dois anos. Segundo a nota, a JLR pretende reduzir seu ponto de equilíbrio para 300 mil veículos e simplificar suas operações em resposta às condições do mercado global. A companhia não informou quantos postos de trabalho pretende cortar. A montadora, que emprega cerca de 33 mil pessoas no Reino Unido, pertence à indiana Tata Motors Passenger Vehicles. A receita da empresa caiu quase 10% no trimestre mais recente, enquanto o lucro antes dos impostos recuou 69%, para 109 milhões de libras. Sob pressão de carros chineses: Stellantis, fabricante do Jeep, revê seus planos para América do Sul O primeiro Range Rover elétrico da empresa começou a ser vendido neste mês por 154.070 libras. É um dos SUVs elétricos mais caros do mercado e custa quase 50 mil libras a mais que o modelo equivalente da JLR com motor a combustão. O preço elevado aumenta ainda mais a distância em relação aos SUVs mais baratos vindos da China, que vêm conquistando rapidamente o mercado britânico. A empresa também teve de lidar com tarifas americanas mais altas e com a queda da demanda na China. No ano passado, a montadora sofreu um ataque cibernético que paralisou suas operações globais. O cenário mais amplo de tarifas e a concorrência dos veículos elétricos chineses continuam representando obstáculos significativos para outras montadoras europeias. O conselho de supervisão da Volkswagen apoia um plano de reestruturação que prevê o corte de outros 50 mil empregos.

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