A Microsoft começou a testar uma nova camada de cobrança no Xbox: o tempo de uso da infraestrutura que transmite os jogos pela internet. Participantes do programa Xbox Insider agora podem comprar pacotes de horas para jogar na nuvem títulos que já adquiriram, sem precisar manter uma assinatura do Game Pass. No anúncio publicado nesta quarta-feira (21), a empresa apresentou três pacotes do chamado Cloud Playtime: dez horas por US$ 3,99, cerca de R$ 20; 25 horas por US$ 7,99, aproximadamente R$ 40; e 50 horas por US$ 11,99, o equivalente a R$ 60. A Microsoft não anunciou preços em reais nem confirmou que a modalidade será oferecida no Brasil. O custo efetivo diminui nos pacotes maiores. O jogador paga o equivalente a cerca de R$ 2 por hora na opção de dez horas, R$ 1,61 no pacote intermediário e R$ 1,21 na compra de 50 horas. O saldo não tem prazo de validade e permanece disponível até ser consumido. Para usar as horas, é preciso ter comprado um jogo habilitado para transmissão pela nuvem ou escolher um dos títulos gratuitos compatíveis. Também é necessário acessar o serviço por um dispositivo aceito pela plataforma. A cobrança não interfere no uso local dos jogos. Quem instalou um título em um Xbox ou computador não terá de pagar por hora para executá-lo no próprio aparelho. O pacote remunera o processamento nos servidores da Microsoft e a transmissão das imagens pela internet. Por enquanto, a opção está disponível apenas para participantes elegíveis do Xbox Insider sem assinatura ativa do Game Pass. A empresa pretende ampliar a oferta em novembro, mas ainda não informou os mercados contemplados, a lista completa de jogos compatíveis ou se os valores de lançamento serão mantidos. Game Pass também ganhará limite de horas O teste faz parte de uma mudança mais ampla na forma como a Microsoft cobra pelo jogo na nuvem. A partir de novembro, os planos do Game Pass passarão a incluir uma franquia mensal de streaming: cinco horas no Essential, dez no Premium e 15 no Ultimate. As novas regras foram anunciadas pela Microsoft em setembro. Quando o assinante consumir o tempo incluído no plano, poderá comprar horas adicionais pela loja do Xbox. Atualmente, os usuários elegíveis conseguem transmitir jogos sem esse limite mensal. Segundo a empresa, a restrição afetará aproximadamente 4% dos assinantes do Game Pass. A justificativa apresentada é que o custo de fornecer o serviço aumenta conforme mais pessoas usam a infraestrutura e permanecem conectadas por mais tempo. A Microsoft também está testando uma alternativa gratuita, financiada por publicidade. Nessa modalidade, o usuário pode transmitir jogos compatíveis sem comprar horas, mas terá de assistir a anúncios. Os pacotes pagos prometem uma experiência sem publicidade, menor tempo de espera e transmissão de melhor qualidade. A companhia não apresentou medições que permitam comparar o desempenho das duas opções. O jogo é seu, mas o servidor é cobrado à parte A novidade cria uma distinção que não existe quando o jogo é executado localmente. A compra concede acesso ao software. O novo pacote paga pelos computadores que processam o título à distância e enviam as imagens ao aparelho do usuário. O Ars Technica, que chamou atenção para o custo por hora, comparou o sistema aos antigos fliperamas, nos quais cada partida dependia de uma nova moeda. Há uma diferença importante: nos arcades, o jogador não precisava comprar previamente o jogo. No Xbox, a cobrança por tempo chega depois da aquisição do título e pode se somar ao pagamento de uma assinatura. Com os novos limites do Game Pass e os pacotes avulsos, a Microsoft passa a atribuir preços separados ao jogo, ao acesso ao catálogo e ao processamento na nuvem. A previsão de que apenas 4% dos assinantes ultrapassarão as novas franquias indica onde a cobrança deve pesar mais. Mais Lidas
Já comprou o game? Xbox está testando cobrar cerca de R$ 2 por hora para você jogá-lo na nuvem
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