Itália julga pedido de extradição de Carla Zambelli nesta terça (27)

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A Justiça italiana avalia nesta terça-feira (27) se extradita a ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil, onde deverá cumprir pena de 5 anos e 3 meses de prisão por perseguir e apontar uma arma para um homem em São Paulo, durante as eleições de 2022. A decisão não reabre o julgamento do caso, mas analisa se o pedido de extradição brasileiro cumpre as exigências da legislação italiana e dos tratados internacionais.

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[[(standard.Article) Zambelli pede ao STF salvo-conduto para voltar ao Brasil e votar na mãe]] Em julho de 2026, a Corte de Cassação da Itália anulou uma decisão anterior que autorizava o retorno de Zambelli ao Brasil e determinou uma nova análise do pedido.

Os magistrados rejeitaram o argumento da defesa de que a ex-deputada é alvo de perseguição política, mas solicitaram informações adicionais sobre seu estado de saúde e as condições de detenção no país. Caso seja extraditada, Zambelli poderá ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

A decisão anterior havia apontado a ausência de garantias suficientes de assistência médica no estabelecimento prisional. A defesa afirma que a ex-deputada enfrenta problemas de saúde, incluindo fibromialgia e episódios de desmaio.

As autoridades brasileiras enviaram as informações complementares solicitadas pela Justiça italiana, permitindo o agendamento da nova audiência. Em nota enviada ao Poder360, o advogado Eduardo Mauricio afirmou que a defesa espera uma nova negativa ao pedido de extradição.

Segundo ele, a atuação é conduzida em conjunto com os advogados italianos Pieremilio Sammarco e Alessandro Samarco. Mauricio também informou que prepara duas revisões criminais e dois pedidos de exclusão de Zambelli da Interpol.

O advogado contesta as condenações brasileiras e alega perseguição política e parcialidade dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Publicação Original O Liberal oliberal.com
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