O governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou nesta segunda-feira, 19, o envio de 500 soldados a Milão, no norte da Itália, após protestos contra o aumento do custo de vida terminarem em confrontos com a polícia, saques e depredações. O anúncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, nas redes sociais. Os distúrbios começaram no sábado, 17, quando manifestações inicialmente pacíficas contra a precariedade dos serviços públicos e o encarecimento das despesas cotidianas foram ofuscadas por episódios de violência. Grupos de jovens encapuzados incendiaram lixeiras, quebraram vitrines e invadiram estabelecimentos comerciais, inclusive nas proximidades da Catedral de Milão.
+ Itália tem saques, confrontos e mais de 270 detidos em meio a onda de protestos na Europa A polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar a multidão. Ao todo, 271 pessoas foram detidas, dos quais 32 acabaram presos, incluindo 23 menores de idade. Outras 28 pessoas foram encaminhadas às autoridades judiciais.
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Diante da crise, o governo Meloni anunciou um conjunto de medidas para endurecer a legislação de segurança pública. Entre as propostas em discussão estão a ampliação do período de detenção preventiva de menores, o combate a gangues juvenis e a proibição de reuniões de pessoas consideradas ameaças à ordem pública. A iniciativa, no entanto, foi criticada pela oposição, que acusou o Executivo de privilegiar ações repressivas em detrimento de políticas voltadas à educação, à moradia e à redução da desigualdade social. Protestos na Europa A onda de protestos na Itália ocorre em meio a mobilizações semelhantes em outros países europeus. Na França, episódios de violência resultaram em quase 2.400 prisões e levaram à imposição de toques de recolher em regiões de Paris e de outras cidades.
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Nesta terça-feira, o governo francês anunciou que enviará algumas forças militares para reforçar o policiamento durante protestos previstos para o próximo sábado. “Vamos mobilizar a força Sentinelle, obviamente como substituto das forças de segurança interna… principalmente para liberar a polícia e os gendarmes em sua missão de manter a ordem”, declarou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, à Assembleia Nacional, acrescentando que a resposta a qualquer agitação será “firme”.
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A declaração de Nuñez ocorre após o primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmar que o destacamento policial para as manifestações do próximo sábado seria “massivo” e que seu objetivo é um “retorno imediato à ordem”, depois do país viver, no último final de semana, alguns dos seus piores episódios de violência nas ruas dos últimos anos. Na Espanha, o gatilho para as recentes manifestações foi o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, do apartamento em Madri, onde ela morava havia mais de sete décadas. O aluguel do imóvel aumentou 275%, passando de 440 euros para 1.650 euros mensais. A italiana morreu em 7 de outubro, duas semanas depois do despejo, transformando o episódio em um símbolo da crise habitacional espanhola.
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