Israel garante que seu exército matou um dos comandantes do Hamas em nova operação em Gaza

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

As Forças de Defesa de Israel anunciaram neste sábado (26) que mataram Ibrahim Fawzi Ismail Mohsen, comandante do pelotão de Nukhba do grupo islâmico Hamas em uma nova operação em Gaza conduzida na sexta. Também entre os mortos estaria Mohammed Kamel Suleiman Mohsen, outro membro do braço armado da organização, ainda segundo o exército israelense.

e "Recentemente, os terroristas avançaram nos ataques contra civis israelenses e tropas das Forças de Defesa de Israel e operaram para restaurar as capacidades do Hamas, em violação sistemática do cessar-fogo. Os terroristas foram eliminados para remover a ameaça que apresentavam", justificaram os militares de Israel em publicação no X (ex-Twitter).

Prestes a completar um ano, em 11 de outubro, o citado cessar-fogo acordado entre Israel e Hamas em Gaza através da mediação dos EUA dá mostras de não ter saído do papel. O Ministério da Saúde do enclave palestino estima que cerca de quatro pessoas morram por dia devido à guerra em Gaza, número reconhecido por organizações humanitárias, apesar das promessas de desarmamento e desescalada. Na manhã de sexta, as Forças de Defesa de Israel já haviam admitido que mataram "outros dois terroristas do Hamas" que operavam contra seus soldados, um deles que teria infiltrado o país durante o 7 de outubro de 2023, data do sequestro e massacre de israelenses que iniciou a guerra. O homem, identificado como Hassan Mahmoud Siam, seria outro comandante do Hamas e estaria envolvido no sequestro dos cidadãos israelenses Dafna Elyakim, Keith e Aviva Siegel e Amit Soussana. Horas depois, Israel confirmou as mortes de outros 16 palestinos que foram classificados como "terroristas do Hamas" por seu envolvimento na transferência de fundos e financiamento "de atividades de terror" como o "desenvolvimento de armamentos, restauração de infraestrutura terrorista e avanço de planos terroristas contra civis israelenses e soldados".

O Ministério da Saúde de Gaza confirmou à rede de televisão Al Jazeera e à agência Associated Press os ataques israelenses de sexta, mas o número de mortos seria maior que os dois membros do Hamas indicados pelas forças israelenses, segundo os palestinos: sete pessoas mortas em 48 horas, incluindo uma vítima que sucumbiu a ferimentos resultados de ação militar anterior ao período.

Um palestino também teria sido morto a tiros em Jabalia, no norte de Gaza, segundo a agência palestina Wafa, que cita ainda um ataque a drone próximo à rua Joulis e à torre al-Nouri no campo de refugiados de Nuseirat que teria matado outro e ferido vários. No entanto, nem as autoridades de Gaza nem os veículos palestinos confirmam ou refutam se os mortos incluem membros do Hamas. A operação que matou Ibrahim Fawzi Ismail Mohsen, o comandante do pelotão de Nukhba, teria sido conduzida em Nuseirat, segundo o Exército de Israel — o que indica que ele possa ser a vítima contabilizada no campo. Outro ataque israelense por drone em Khan Younis, ainda segundo a Al Jazeera, teria deixado uma menina palestina morta, vários feridos e ampla destruição. Um quadricóptero de Israel também teria ferido três pessoas, incluindo outra garota, na rua Salah al-Din, no centro de Gaza. Hamas condena exclusão de agência da ONU de planos de paz em Gaza O Hamas condenou neste sábado (26) a decisão do Conselho de Paz para Gaza, constituído por Trump para mediar as negociações de paz na região, de não trabalhar com a UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente).

O grupo enxerga a exclusão do órgão da ONU que atua na área desde 1949 como um "alinhamento completo" com Israel, que impediria a chegada de ajuda humanitária a palestinos e eliminaria o direito da população de retornar à Gaza após acordos de paz, segundo o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, à Al Jazeera. Oficialmente, o Conselho de Paz rejeita a parceria com a agência porque diz que "só irá trabalhar com parceiros confiáveis "e que contribuam para que a faixa seja "desradicalizada", critérios que a UNRWA não satisfaria. No entanto, um membro do conselho revelou anonimamente à AP que o órgão de Trump já realizou reuniões com oficiais da UNRWA diversas vezes, apesar de declarar que "os dias da UNRWA acabaram" por uma suposta ineficiência dos programas de assistência da agência à população.

O mesmo tipo de parceria silenciosa foi confirmada pelo ex-líder da UNRWA, Philippe Lazzarini, que indicou que membros do comitê tecnocrático indicado pelo Conselho de Paz para governar Gaza queriam trabalhar com a agência da ONU.

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