Autoridades sauditas ordenam que escolas de Riade adotem aulas de casa por uma semana após bombardeios de Houthis

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Autoridades da Arábia Saudita ordenaram que escolas da capital, Riade, conduzam as aulas remotamente durante uma semana. As orientações foram dadas em e-mails aos pais, obtidos pela agência AFP. Os houthis pró-Irã do Iêmen lançaram neste sábado (26) novos ataques contra a Arábia Saudita, direcionados à sua capital, Riade, e uma importante cidade do sudoeste, enquanto se multiplicam os apelos pelo fim deste conflito. Riade, capital da Arábia Saudita Franck Fife/AFP "As defesas aéreas interceptaram e destruíram dois drones lançados pela milícia terrorista houthi em direção à região de Riade", afirmou o porta-voz da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita na rede social X. Esta fonte anunciou a interceptação de um míssil balístico disparado contra Khamis Mushait, uma cidade no sudoeste do reino que abriga uma importante base aérea. Os houthis confirmaram ter atacado o reino. "Apesar da força, da magnitude e do impacto da operação, nossas forças armadas a consideram apenas como um ensaio em pequena escala, com vistas a uma ofensiva de grande envergadura", escreveu no X um membro do gabinete político do movimento, Hezam Alasad. Estação de bombeamento do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita em al-Mesabaah, a sudeste de Medina, após bombardeio houthi Satellite image ©2026 Vantor / AFP Após vários anos de trégua, o Iêmen voltou a mergulhar no conflito em julho, o que o transformou em uma nova frente da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã. As hostilidades opõem os houthis, que controlam a capital Sanaa e a costa iemenita do mar Vermelho, ao governo reconhecido pela comunidade internacional, exilado em Áden (no sul do país) e que controla grande parte dessa região. O chefe do Conselho Presidencial iemenita, Rachad Al Alimi, fez na sexta-feira um apelo à "mobilização geral" da comunidade internacional e prometeu anistia aos houthis que se juntarem ao governo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu há alguns dias com Al Alimi, mas não lhe prometeu apoio militar, segundo o entorno do dirigente iemenita. Petróleo no centro da disputa Houthis ampliam ofensivas e disputa com a Arábia Saudita Arte/O GLOBO O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed Albudaiwi, denunciou neste sábado "uma escalada perigosa e uma ameaça direta à segurança regional", instando "a comunidade internacional a adotar uma postura firme para pôr fim a estes repetidos ataques terroristas dos houthis". Neste sábado (26), a Arábia Saudita advertiu aos membros da ONU que as tentativas de bloquear as rotas marítimas do Oriente Médio representam uma ameaça para a segurança energética mundial e exigiu que a comunidade internacional faça mais para defender a liberdade de navegação. Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram sua ofensiva contra o Irã no fim de fevereiro, Teerã tem interrompido o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, enquanto seus aliados houthis no Iêmen fazem o mesmo com o Estreito de Bab el-Mandeb. Ambas as vias marítimas são rotas vitais para as exportações de petróleo e gás. "A comunidade internacional tem estado ausente na hora de assumir suas responsabilidades frente a tudo o que ameaça a paz e a segurança internacionais", declarou o ministro das Relações Exteriores saudita, Faisal bin Farhan, diante da Assembleia Geral das Nações Unidas. A Arábia Saudita "destaca a import&ancia de garantir a proteção da liberdade de navegação em todas as vias marítimas", afirmou. O ministro exigiu, além disso, restabelecer as condições de trânsito pelo Estreito de Ormuz à situação anterior a 28 de fevereiro, sem impor nenhum tipo de taxas ou impostos. Riade "rechaça que qualquer parte utilize estas passagens vitais como ferramenta de pressão, ameaça ou prejuízo para os interesses dos Estados", sinalizou. Bin Farhan falou pouco depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana de acordo para reabrir Ormuz, em troca — entre outras condições — de um cessar-fogo no Oriente Médio e da liberação de ativos iranianos congelados.

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