Israel e Hezbollah concordam com cessar-fogo, afirma autoridade dos EUA
Israel e o Hezbollah, apoiados pelo Irã, concordaram com um cessar-fogo, afirmou nesta sexta-feira (19) um funcionário americano à agência de notícias Reuters. A trégua entrou em vigor às 16h, horário local, ou 10h, no horário de Brasília.
Ainda não há nenhum comentário de Israel ou do Hezbollah sobre isso.
Um cessar-fogo abrangente deveria ser aplicado a partir desta sexta 'em todas as frentes' da guerra com o Irã, incluindo o Líbano, de acordo com o acordo preliminar firmado entre Israel e Irã.
No entanto, como temos noticiado, Israel atacou áreas no sul do Líbano durante a noite, afirmando ter matado 'dezenas de terroristas do Hezbollah'.
Autoridades libanesas disseram que mulheres e crianças estavam entre os mortos.
Benjamin Netanyahu apresentou isso como uma resposta aos ataques do Hezbollah que mataram quatro soldados israelenses.
'Todo Líbano deve queimar', afirma ministro israelense em meio a negociações entre EUA e Irã
Bombardeio de Israel no Líbano
Foto por KAWNAT HAJU / AFP
O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou nesta sexta-feira (19) que 'todo o Líbano deve queimar' em meio a notícia da morte de quatro soldados do Hezbollah após ataques israelenses.
'Para cada lágrima de uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar', declarou nas redes sociais.
Ben-Gvir complementou que 'com todo o respeito aos americanos', Israel precisava 'deixar claro para o mundo inteiro que o sangue de nossos filhos e a segurança de nossos cidadãos não estão à mercê de ninguém'.
'Todo o Líbano deve queimar. Nosso dever supremo é proteger os cidadãos de Israel e os soldados das Forças de Defesa de Israel, e esse compromisso prevalece sobre todas as outras considerações', finalizou.
Em meio a isso, o Irã exigiu garantias para os Estados Unidos de fim das hostilidades no Líbano antes de retomar as negociações com o país na Suíça, disse à rede de TV CNN um diplomata familiarizado com o assunto.
'Os iranianos exigiram garantias de fim das hostilidades no Líbano, conforme estipulado no acordo assinado', disse o diplomata, acrescentando que 'os mediadores estão trabalhando para resolver a questão'.
A fonte descreveu as negociações planejadas como 'temporariamente suspensas após os ataques israelenses no Líbano', sem especificar quando os mediadores esperam retomá-las.
Os ataques israelenses no Líbano seguiram mesmo após a assinatura do acordo entre EUA e Irã, que envolvia justamente o fim dos ataques ao país.
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã declarou nesta sexta-feira (19) que o Estreito de Ormuz aberto à passagem sob certas condições. O Irã concederá livre passagem a embarcações que apresentarem 'pedidos em conformidade com os requisitos necessários' afirmou o órgão.
Os procedimentos incluem o envio de pedidos de passagem com pelo menos 48 horas de antecedência.
A entidade também afirmou que não cobrará nenhuma taxa durante 60 dias, a duração do cessar-fogo estipulada no acordo EUA-Irã.
A entidade alertou que não considerará solicitações enviadas 'por canais não oficiais'.
O Irã já havia pressionado para obter o controle da importante rota marítima e cobrar pedágios ou taxas, embora o estreito esteja legalmente sujeito à liberdade de navegação. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico foi criada como um órgão de supervisão autoproclamado.
Os EUA já sancionaram a organização anteriormente, e Scott Bessent, secretário do Tesouro, chegou a chamá-la de 'uma piada', afirmando que os EUA 'alertaram' as entidades contra a cooperação com o sistema.
